Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 03 Novembro 2017 08:15
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O Governo da Frelimo continua a seguir à risca o seu o plano terrorista de empurrar os cidadãos moçambicanos para a mais desgrenhada miséria. Trata-se de um plano macabro que tem sido colocado em marcha, sem dó nem piedade, desde a Independência Nacional. O elevado índice de pobreza, a falta de hospitais e escolas, são alguns exemplos do descaso que esta turma tem votado a população.

O partido no poder tem estado a usar o sofrimento do povo moçambicano para acumular riqueza para os seus dirigentes. O Governador do Banco de Moçambique já veio ao público fazer o alerta de sempre: o próximo ano os moçambicanos continuarão a ser submetidos a um dos mais dramáticos e sofrível exercício de sobrevivência. Na verdade, essa alerta é feita apenas para a população, que com sangue e suor sustentam as mordomias desse grupo de incompetentes que dirigem o país.

Ao invés de anunciar se está a ser preparada uma proposta de corte de despesas, o Ministério de Economia e Finanças faz o contrário. Esta semana, os moçambicanos foram surpreendidos com os anúncios de adjudicação para a aquisição de 45 viaturas de luxos. Esta situação mostra que o discurso do Presidente da República, Filipe Nyusi, no qual dizia que o Executivo moçambicano seria orientado por objectivos de redução de custos e combate ao despesismos não passa de pura demagogia.

Não há vontade política por parte do Governo da Frelimo de resolver os reais problemas que inquietam milhares de moçambicanos, de Rovuma a Maputo e do Zumbo ao Índico. Aliás, é preciso lembrar de que o Executivo moçambicano tem gasto mais dinheiro em carros para os dirigentes do que em hospitais e escolas. Não é por acaso que estes mesmos dirigentes apregoam a qualidade de ensino enviando os seus filhos às melhores instituições de ensino na Europa e nos Estados Unidos. Enquanto o povo definha numa interminável fila para entregar a sua vida às mãos de um profissional descontente, eles podem apanhar o primeiro jacto e escolherem entre morrer numa clínica na Europa ou na vizinha África de Sul.

É, sem sombras de dúvidas, um insulto à dignidade dos moçambicanos e um absurdo de proporções astronómicas gastar-se aproximadamente 120 milhões de meticais em viaturas, enquanto hospitais debatem-se com a falta de medicamentos.

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