Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 15 Dezembro 2017 09:40
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Quando chegou a informação relativamente à exoneração de José Pacheco do cargo de ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, o país quase parou de alegria e “bailou” com a notícia. O afastamento de Pacheco passou a ser o principal tema das conversas nas redes sociais e quase todas as esquinas. Devido a essa situação, o Presidente da República recebeu todos elogios possíveis e, sem dúvidas, ele passou a ser visto como um homem sério e comprometido com a causa do país.

Há muito que se esperava uma notícia dessas. Até porque Pacheco, desde que assumiu certas pastas no Governo da Frelimo pouco ou quase nada fez, a não ser meter-se em negociatas para ampliar o seu património pessoal. Não há registo de resultados positivos na vida dos moçambicanos provocados por Pacheco.

No entanto, quando os moçambicanos estavam no calor da emoção pela exoneração de uma figura que passou a maior parte do seu tempo a mostrar a sua incapacidade em todas as instituições em que lhe foi confiada, inesperadamente, o Presidente da República nomeou José Pacheco para o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. Esta é, sem dúvidas, um dos maiores actos de estupidez cometido por Filipe Nyusi ao longo do seu mandato.

Aliás, esta situação não deveria surpreender a ninguém. O Chefe de Estado já nos habituou com actos de géneros que demonstram falta de bom senso. Mas manter Pacheco no Governo foi o cúmulo.

Colocar Pacheco como titular da pasta de assuntos diplomáticos é, sem sombra de dúvidas, um absurdo de proporções astronómicas. É trágico. Pacheco não conseguiu liderar com sucesso o diálogo que envolvia o Governo da Frelimo e a Renamo relativo a tensão político-militar. Pacheco é um perigo público para os moçambicanos, por dois motivos óbvios. Primeiro, porque ele é uma figura sem um pingo de escrúpulo e segundo é por todos conhecidos a sua monumental incompetência.

Voltar a colocar José Pacheco num cargo de direcção no Governo moçambicano e, sobretudo, num ministério estratégico como o caso do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação é legitimar a incompetência como um dos principais requisitos para se ascender a um cargo nas instituições públicas ou/e do Estado moçambicano.

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