Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 22 Dezembro 2017 08:35
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O Presidente da República, Filipe Nyusi, foi nesta quarta-feira (20) à Assembleia da República apresentar o seu informe sobre o Estado da Nação. Como sempre, o informe do Chefe de Estado não trouxe nada de novo, a não ser as habituais frases feitas e lugares comuns. Nyusi não apresentou nada que relance a esperança de mudança da situação económica do país e um futuro diferente para os moçambicanos.

O Presidente da República limitou-se a reconhecer o óbvio, pois é sabido a difícil situação por que passam os moçambicanos. Não há dúvidas de que o povo moçambicano tem estado a enfrentar uma série de situações anómalas, desde a falta de paz efectiva, passando pelo despesismo dos dirigentes em relação ao erário, até à questão das dívidas contraídas ilegalmente pelo Governo da Frelimo.

Diga-se em abono da verdade, ao longo da governação da Frelimo, a situação dos moçambicanos tem ido de mal ao pior. A cada dia que passa, os moçambicanos têm assistido a sua situação económica e social a degradar-se, sobretudo o seu poder de compra tem vindo a decrescer. Como se isso não bastasse, os moçambicanos são obrigados a assistir a aquisição de viaturas de luxo para os dirigentes e jato para o Presidente da República. Enquanto isso, cresce o número de moçambicanos que morrem nas filas de uma unidade sanitária à espera de cuidados hospitalares.

Dizer que o Estado da Nação é “desafiante mas encorajador” demonstra que o Presidente da República não tem os pés no chão e desconhece o país que dirige. Ou seja, é preocupante quando um Chefe de Estado não tem a humildade suficiente para aceitar publicamente que, como um país, temos estado a dar passos significativos para trás.

Não há dúvidas de que o Governo da Frelimo continua a apostar no atraso do povo e do país. A situação do país é deveras preocupante, pois Moçambique continua a decair no ranking de desenvolvimento humano, a questão económica e financeira tende a piorar de ano para ano, além disso como país conseguimos ser auto-sustentáveis na produção de alimentos. Portanto, se somos um povo resiliente, só pode ser resiliente à desgraça a que nos é colocado pelo Governo.

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Actualizado em Terça, 26 Dezembro 2017 06:30
 
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