Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 06 Abril 2018 08:19
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Não há dúvidas de que, desde a Independência Nacional, o Governo da Frelimo tem se revelado insensível em relação à situação miserável em que o povo moçambicano é obrigado a viver. São situações verdadeiramente clamorosas a que os moçambicanos são forçados a viver na promessa de um futuro melhor feita por um bando de indivíduos que ampliam as suas riquezas à custa do sofrimento da população.

A título de exemplo, é que diariamente o custo de vida agrava-se e, consequentemente, o poder de compra vai-se deteriorando sob olhar do Governo que finge estar preocupado com a situação. Aliás, diante desses aspectos revoltantes, o Governo da Frelimo não perde a oportunidade de mostrar ao país e aos moçambicanos a sua contínua falta de bom senso.

Não há dúvidas de que a situação económica está longe de melhorar, o que irá trazer situações adversas para o país, mas há por parte do Banco de Moçambique ilusórias previsões de que a economia moçambicana está a sair da crise, para não falar da cega aposta do Governo em resistir às mudanças reformistas que precisa de fazer. Na verdade, tudo indica que essas previsões que só empurram o país para o abismo deverão sofrer mais um revés com o recente agravamento da taxa de juro do Fed (Federal Reserve). Ou seja, o banco central norte- -americano, comummente designado Fed, elevou a sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual a 21 de Março passado, naquele que foi o quarto aumento desde que Donald Trump assumiu a Presidência e o primeiro deste ano. O mais preocupante é que outros dois agravamentos voltarão a acontecer em 2018.

Esta situação ignorada pelo Governo da Frelimo vai afectar sobremaneira os moçambicanos, uma vez que o nosso país se encontra em situação de maior vulnerabilidade financeira. O Executivo finge que que isto não é um mal maior porque se acostumou a falar de confiança no futuro e no mítico combate à pobreza absoluta e o povo a aplaudir projecções, alucinações ou discursos cheios de frases feitas na expectativa de milagres vindos de quem se serve do Estado para ampliar a sua riqueza para lá do obsceno.

Importa referir que desde a Independência Nacional pouco (ou quase nada) foi feito para aumentar a produção de alimentos ou dinamizar a economia deste país que anda alegremente aos papéis e à volta do seu umbigo. Portanto, a pergunta que se coloca é: por quê ainda toleramos este Governo incompetente?

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