Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 25 Maio 2018 08:01
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Há sensivelmente oito meses, dava muito gosto circular pelas artérias da cidade de Nampula. A impressão que ficava é o edil assassinado, Amurane, e a sua equipa tinham um projecto sério de tornar Nampula na cidade mais limpa do país. Porém, a situação hoje é lamentável, pois subitamente as ruas foram invadidas por todo tipo de negócios.

Presentemente, quem caminha pelas principais artérias, para além de disputar os passeios com as viaturas, é forçosamente obrigado a dividir os mesmos com vendedores informais que fazem deles os seus postos de trabalho. São pessoas que incansavelmente “mendigam” o pão diário. São, na verdade, cidadãos à mercê de uma justiça social excludente e desactualizada. Na sua maioria, são pessoas oriundas dos bairros limítrofes pobres. Vendem de tudo, desde cebola, passando pelo vestuário e calçado até aos telemóveis e os seus mais diversos acessórios, sob olhar impotente da edilidade.

Sem sombras de dúvidas, os vendedores informais são alguns dos principais responsáveis pelo lixo que hoje caracteriza a cidade de Nampula. Por exemplo, ao longo da Avenida do Trabalho, sobretudo nas proximidades da Estação do Corredor de Desenvolvimento do Norte e Padaria Nampula, o cenário é bastante preocupante. É quase impossível circula sem pisar alface, tomate, bananas ou chutar cestos que contém alguns produtos comercializados sem o mínimo de cuidado de higiene. Diga-se em abono da verdade, outros passeios foram transformados em casas de banhos públicas a céu aberto.

Quando o presidente eleito na intercalar, Paulo Vahanle, assumiu as pastas a expectativa era de que a situação seria minimizada. Mas não é o que temos estado a assistir. Pelo contrário, a cada dia que passa o número de indivíduos que buscam o sustento na rua tende a crescer de forma assustadora. Como já não há espaço nos passeios, agora os vendedores acamparam-se nos separadores das avenidas e ruas. Aliado a isso, assistiu-se também ao crescimento súbito de obras de construção de lojas e outros edifícios, violando a postura municipal.

A situação que se vive hoje em Nampula é simultaneamente delicada e preocupante, e carece de uma solução urgente. Portanto, cabe ao novo edil, durante os parcos meses que tem, trabalhar na sensibilização dos vendedores informais e também dos munícipes.

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Actualizado em Segunda, 28 Maio 2018 08:08
 
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