Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 01 Junho 2018 08:12
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O regime mercantilista da Frelimo continua descaradamente a empurrar o país para a desgraça. Há quatro décadas no poder, o desenvolvimento de Moçambique continua eternamente adiado, ou seja, presentemente, o nosso país é um dos mais infame na face da terra, fruto de má governação mesclada com a incompetência aguda.

Ao longos dos sensivelmente 43 anos dirigindo os destinos desta nação, o Governo da Frelimo está mais preocupado em espolir os moçambicanos. Não se tem assistido a grandes mudanças na vida da população. Há cada vez mais escassez de unidades hospitalares, escolas, e as vias de acesso continuam uma vergonha, e o acesso à água potável ainda é uma miragem.

Após colocar o país numa situação financeira bastante preocupante e lastimável, o Governo de Filipe da Frelimo prevê a gravar a condição dos moçambicanos contraindo mais dividas. Ou seja, o Governo de Nyusi pretende aumentar a Dívida Pública Interna durante o exercício económico de 2018 em pelo menos 84,2 biliões de meticais para financiar o seu Orçamento do Estado. É sabido que pelo terceiro ano consecutivo os Parceiros de Cooperação não têm estado a apoiar Moçambique devido às dívidas contraídas ilegalmente sem o aval do Estado.

O país pode sair desta situação calamitosa em que se encontra, porém, o mesmo não acontece devido a vaidade política do partido no poder. O Governo da Frelimo não tem a humildade suficiente para aceitar que é o maior e principal problema deste país. Basta o Governo de Nyusi preencher as lacunas que o Fundo Monetário Internacional identificou no Relatório da Kroll sobre as dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM para o país sair da desgraça em que se encontra.

Diante dessa situação de crise, como sempre, os maiores beneficiários deste endividamento interno, que fechou o ano de 2017 nos 100,5 biliões de meticais, serão os três principais bancos comerciais que comprando a Dívida Pública Interna têm aumentados os seus lucros em dezenas de biliões de meticais anualmente.

Portanto, colocar um país, com todas as condições para se tornar uma das nações mais próspera de África, nessa situação precária que está, é “obra” e, só podemos felicitar o Governo da Frelimo pela tamanha proeza.

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