Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 27 Julho 2018 08:00
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A cada dia que passa fica claro as razões deste país continuar mergulhado no subdesenvolvimento e o seu povo encontrar-se numa desgraça sem precedentes. Também fica claro que, neste Moçambique, tudo é possível, desde que tenha um “padrinho na cozinha” – como diz o dito popular. O exemplo mais evidente disso é a empresa Vodacom Moçambique que foi literalmente carregada ao colo pelas famílias Guebuza e Machel, permitindo-a renovar a sua licença de telefonia móvel. E, como se isso não bastasse, a empresa vai receber de bónus uma licença unificada para prestar serviços de telecomunicações independentemente da tecnologia de suporte.

Para uma empresa que só no ano passado facturou mais de 220 milhões de dólares norte- -americanos, pagar 40 milhões de dólares norte-americanos pela renovação da Licença Unificada de Telecomunicações que será efectiva a partir do dia 24 do próximo mês de Agosto é, sem sombras de dúvidas, uma ninharia. Pode-se afirmar que a Vodacom acaba de receber jackpot para continua a prestar maus serviços aos seus clientes. Aliás, desde o ano passado os serviços de voz e dados desta operadora têm estado a deteriorar-se, e, como se não bastasse, a empresa tem vindo aumentar de forma galopante os seus preços, sobretudo os serviços de dados móveis.

Mais uma vez o Estado moçambicano continua a ser lesado por um bando de mercenários que, desde a Independência Nacional, tem estado a marimbar-se para a população que passa por privações diariamente em relação ao acesso à saúde, educação e comida. As famílias Guebuza e Machel continuam empenhadas em levar água para os seus moinhos de modo a que os seus descendentes fiquem a cobertos de preocupações financeiras no futuro.

É cada vez mais evidente que os interesses pessoais de um grupo ligado ao partido Frelimo continuam a sobrepor os legítimos interesses dos moçambicanos e, pelo andar da carruagem, tudo indica que a situação vai piorar, enquanto algumas famílias continuarem a olhar para Moçambique como sua propriedade.

Em suma, os indivíduos que à custa do sofrimento do povo moçambicano acabam de dar o aval para a Vodacom Moçambique continuar a liderar o mercado nacional e, consequentemente, ampliar os seus lucros para lá do intolerável. Sem dúvidas, é mais um caso para dizer: “Quem tem padrinho não morre pagão”.

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