Editorial
Escrito por Redação  
Segunda, 15 Abril 2019 07:22
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Tem sido propagandeado que o Presidente Filipe Nyusi não se deslocou para o epicentro da região massacrada pelo Ciclone IDAI imediatamente por teve de ir a Swazilândia (agora eSwatini) negociar mais água para os maputenses que, desde a semana passada, estão a ver mais água chegar à Estação de Tratamento do Umbelúzi e por isso as restrições na distribuição poderão abrandar.

Fazendo fé nas palavras do João Machatine o rio Umbelúzi está a ser bafejado com a bondade dos swatis que além da quantidade de água negociada por Nyusi e o Rei Mwati III estão a deixar jorrar ainda mais do precioso líquido que têm retido na sua barragem de Mnjoli durante os sucessivos anos de seca que temos enfrentado.

Mas se a seca, a pior dos últimos 30 anos, é uma inevitabilidade há mais de uma década que se sabe que mesmo que o Umbelúzi estivesse na sua plenitude a água lá tornada potável seria insuficiente para todos os citadinos de Maputo, Matola e Boane por isso a crise seria evitável com os melhoramentos e acréscimos na Barragem de Corumana assim como a edificação da Barragem de Moamba Major e que não custariam nem sequer um quarto dos 2 biliões de Dólares contratados em dívidas ilegais para a uma utópica protecção costeira.

As obras de Moamba Major ficaram-se pelos 10 por cento porque o Executivo de Nyusi preferiu gastar 329 milhões de Dólares, entre 2015 e 2016, a amortizar as prestações das dívidas ilegais das EMATUM e da Proindicus em vez de investir somente 220 milhões de Dólares na infra-estrutura que está orçada em 320 milhões de Dólares norte-americanos e seria comparticipada pelo Brasil.

Aliás com a opção pelas dívidas ilegais Moçambique está também a dar calotes ao Brasil, nos empréstimos contraídos para a construção do Aeroporto de Nacala, e agora já nem sequer é elegível para novos crédito do país sul-americano.

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