Editorial
Escrito por Redação  
Sexta, 10 Maio 2019 06:55
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A seriedade de um país vê-se em pequenos actos, como é o caso do investimento feito pelo Governo de turno. O caso de Moçambique fica claro que os moçambicanos estão entregues a sua própria sorte. Há quatro décadas que o Governo da Frelimo tem estado a retardar o desenvolvimento do país, implantando as suas políticas terroristas contra a população.

É deveras preocupante que, volvidos 44 anos de Independência, o país continue a debater-se com problemas básicos, como é o caso de transporte público. Todos os dias, os moçambicanos são obrigados a arriscar as suas próprias vidas para se deslocarem de um ponto para outro. Desde os meios aéreos, passando pelos terrestres até aos marítimos e fluviais, a situação é a mesma: a precariedade dos serviços prestados.

Relativamente ao transporte marítimo, a realidade é gritante. Quase sempre há registos de naufrágio. Por exemplo, nesta semana, pelo menos dez pessoas morreram e 13 estão desaparecidas na sequência do naufrágio, de uma pequena embarcação que fazia o transporte de passageiros entre os distritos de Chinde e Marromeu, nas Províncias da Zambézia e de Sofala, respectivamente.

Esse tipo de acidentes tem como principal responsável o Governo da Frelimo que tem estado a permitir que os moçambicanos continuem a ser transportados em embarcações precárias, enquanto dá primazia à Cidade de Maputo e arredores na alocação dos transportes públicos.

Enquanto o Governo da Frelimo continuar a liderar este país, os moçambicanos continuarão a assistir a mais tragédias dessa natureza. O caso particular de Chinde e Marromeu, a viagem, que dura pelo menos 5 horas, acontece sem as mínimas condições de segurança. Na verdade, as viagens são efectuadas em embarcações frágeis desde que o batelão que operava na região avariou em 2015 e desde, então aguarda por cerca de 10 milhões de Meticais para a sua reabilitação.

Na sua habitual e estúpida decisão, o Ministério dos Transportes e Comunicações rapidamente criou uma equipa de burocratas baseados nos escritórios climatizados de Maputo para olhar para a situação e apurar as circunstâncias e causas do acidente. Não é necessário um inquérito para se chegar a conclusão de que as tragédias sem devem ao descaso do Governo da Frelimo.

O mais caricato, portanto, nessa história toda é que o Governo da Frelimo endividou os moçambicanos em 2,2 biliões de Dólares norte-americanos para comprar barcos que não os servem.

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Actualizado em Sábado, 11 Maio 2019 11:13
 
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