Editorial



Escrito por Redação   
Quinta, 07 Agosto 2014 16:28

Na semana passada, indivíduos alegadamente sem habilidades nem vontade nenhuma para conviver ao lado dos outros, reconhecer e respeitar as diferenças de crenças e opiniões entre as pessoas, deitaram por terra 13 casas na localidade de Malamba, no distrito de Massinga, na província de Inhambane, deixando dezenas de pessoas expostas a intempéries. Fala-se de mais de uma centena de indivíduos que perpetrou tais actos.

É difícil acreditar que seres humanos com escrúpulos tenham tido tamanha coragem para se mobilizarem uns aos outros com vista a, deliberadamente, desgraçar famílias que ergueram as residências em causa com bastante sacrifício. E tudo isso por ódio em relação ao próximo e devido à intolerância, talvez política. Este é um mal que de há tempos para cá se fecunda nas mentes de determinado indivíduos e até de dirigentes ou membros seniores de certos partidos. Trata-se de um "statu quo" que deve acabar.

 
Escrito por Redação   
Quinta, 31 Julho 2014 10:04

Depois de mais de 60 rondas marcadas por divergências e entendimentos em relação a um e outro assunto sobre o qual gira o diálogo político prestes a terminar, apercebemo-nos de uma mudança súbita do rumo dos acontecimentos no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano (CICJC). Tem sido realmente impressionante perceber que todo o teatro político que foi encenado ao longo das rondas negociais não tinha, no seu todo, razão de ser. Se houve motivo para tal, tudo foi à custa do martírio de inocentes. Teatro porque já está claro que o verdadeiro diálogo acontecia ou acontece fora do CICJC e longe dos nossos olhos. Já há um entendimento feito à revelia do povo e naquelas instalações só se vão cumprir formalidades.

Não é por acaso que, de repente, Afonso Dhlakama passou de homem bravo para manso e, mais do que nunca, está tão certo das datas sobre certos eventos inerentes ao diálogo, falando disso naturalmente e com firmeza. Armando Guebuza já se esquece de dizer que a paz depende apenas da sua contraparte e escolhe minuciosamente as palavras para se dirigir à Renamo. Os famigerados discursos incendiários apenas são notórios nas bocas daqueles que parecem ter sido erradamente educados para serem intolerantes à oposição.

Actualizado em Quinta, 31 Julho 2014 18:11
 
Escrito por Redação   
Quinta, 24 Julho 2014 08:10

A crueldade com que um estuprador satisfaz os seus prazeres carnais com uma criança, com uma adolescente ou com uma mulher adulta deve-lhe ser restituída através de algum castigo severo que valha e legalmente determinado pelas instituições competentes, o que para a nossa realidade não passa de uma miragem diante do desespero de quem sofre por isso. E é notável nas vítimas o martírio e os traumas que resultam deste mal que tende a ser comum.

O abuso sexual contra as mulheres, mormente contra as menores de idade, é um crime hediondo a evoluir, paulatinamente e de forma violenta, em diferentes parcelas do território moçambicano, perante a incapacidade das autoridade de contê-lo. Os relatos que a cada dia chegam de vários pontos falam por si. As famílias, por sua vez, parecem estar inconscientes do perigo que o estupro representa para a sociedade e dos traumatismos que causa nas vítimas, pois ainda enferma de dificuldades para denunciar esta indecência a que estamos expostos.

Actualizado em Quinta, 24 Julho 2014 10:25
 
Escrito por Redação   
Quinta, 17 Julho 2014 17:26

Após a demissão de Carlos Jeque do cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), num momento em que certas correntes de opinião defendiam a exoneracão, também, de Marlene Manave, na altura administradora delegada daquela firma do Estado, não podia haver dúvidas de que mais mexidas seriam feitas no xadrez. Era e é preciso purificar a casa com vista a assegurar que os constantes problemas relacionados com os atrasos de voos, falhas no sistema de segurança e dificuldades em articular com a Imprensa relativamente às queixas dos clientes fiquem para a história.

 
Escrito por Redação   
Quinta, 10 Julho 2014 16:47

O Conselho de Estado supostamente convocado para avaliar a situação político-militar em que o país está mergulhado, desde o ano passado, foi um fiasco. O Chefe de Estado encheu o povo de expectativas para nada. Frustrou-se a convicção de que desse encontro podiam ser encontradas soluções conducentes à paz, uma vez que em sede do famigerado diálogo político entre o Governo e a Renamo ainda não se alcançou nenhum consenso importante para os interesses da nação e as sessões não têm um fim à vista.

Actualizado em Quinta, 10 Julho 2014 17:19
 
Escrito por Redação   
Quinta, 03 Julho 2014 17:12

Temos estado atentos à caça desenfreada que o município da capital moçambicana faz contra os vendedores informais e ambulantes em virtude de os mesmos obstruírem passeios, dificultando a circulação de peões, dentre outros males que decorrem das suas actividades. Todavia, esta situação causa-nos bastante estupefacção.

Actualizado em Quinta, 03 Julho 2014 21:40
 
Escrito por Redação   
Quinta, 26 Junho 2014 17:22

As diferenças de opiniões e a forma egocêntrica a que, nalgumas vezes, o Governo e a Renamo recorrem para interpretar preceitos e acordos tendem a ser salientes. Obviamente que, em vez de unanimidade, prevalece a discórdia e entra-se em rota de cisão. Por conseguinte, a nossa relação como moçambicanos e como nação está por um fio.

De ameaça em ameaça, as partes beligerantes atingiram um estágio em que já não basta um passo em falso para um atirar intencionalmente contra o outro, a matar. A desconfiança em relação à falta de rectidão entre quem dirige a nação e quem está na oposição é de tal sorte que se vive com os dedos no gatilho.

O pior é que temos um Executivo que se gaba de ser aberto ao diálogo mas age de forma contrária e permite que quem o elegeu sofra. Temos uma Renamo que se vangloria de lutar pela paz e pela Democracia mas usa o povo para pressionar a sua contraparte. E quando achávamos que isso bastava, eis que somos abalados com pretensões de instalar tribos dentro de um território que há 39 anos libertámos para ser uno e indivisível.

Actualizado em Quinta, 26 Junho 2014 17:28
 
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