Editorial



Escrito por Redação   
Sexta, 24 Julho 2015 08:03

Nos últimos 10 anos, acreditávamos que se tratava de um tubarão. Não era um tubarão qualquer. Era um tubarão branco, um assassino silencioso, extremamente perigoso e com os dentes bastante afiados para morder, sem dó nem piedade, o povo que, com muito suor e sangue, paga os inúmeros impostos, mesmo sobrevivendo à intempérie. Foram 10 anos a assistir ao que acreditávamos ser um tubarão a emitir esgares por onde passava, ao mesmo tempo que ampliava a sua fortuna para lá do intolerável.

 
Escrito por Redação   
Quarta, 08 Julho 2015 10:02

Mais do que deixar de viajar no jacto presidencial, que o Estado comprou e tem custos mesmo parqueado, e falar em cortes nas Presidênciais abertas que não sabemos ao certo quanto custam Moçambique precisa de transparência nas Contas do Estado.

Mas antes de tudo é necessário que o Senhor Presidente, e os membros do seu Governo, façam a declaração dos respectivos patrimónios. Depois, e enquanto damos tempo para vermos o mérito da fusão de Ministérios, queremos saber quanto ganha o Senhor e os membros do seu Governo, que regalias nós o seu patrão pagamos todos os meses?

 
Escrito por Redação   
Sexta, 26 Junho 2015 11:24

Está-se na ressaca da celebração do 40º aniversário da independência nacional. A festa foi boa para alguns e má para os outros, por várias razões, pessoais ou imputadas a todo um sistema de governação que ainda está longe de nos prover o bem-estar prometido há 40 anos.

Para todos nós, a efeméride podia ter sido comemorada com pompa porque em quatro décadas foi possível juntarmos dinheiro, através de impostos, para erguermos diversas estradas, hospitais e escolas, sobretudo reconstruímos aquelas infra-estruturas, algumas, que durante 16 anos foram dilaceradas por uma guerra mal terminada. E agradecemos aos países irmãos que nos ajudaram para sermos o que somos hoje.

Actualizado em Sexta, 26 Junho 2015 15:22
 
Escrito por Redação   
Sexta, 12 Junho 2015 08:40

Apesar de todo o “passatempo” a que se assiste em sede do diálogo político entre o Governo e a Renamo, pensávamos que o último conflito armado tinha deixado boas lições de moral, conduta social e política. Ainda tínhamos esperança de que, como moçambicanos fraternos, podíamos chegar a um meio-termo em relação à manifesta ganância pelo poder por parte do regime e da oposição. Enganámo-nos!

Que só o diálogo consiga transformar Moçambique num Estado de paz credível, aos olhos daqueles que acreditam na democracia e apetecível para nos movimentarmos sem receios, parece cada vez mais uma utopia.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 22 Maio 2015 08:29

Desculpas recebidas mas não o desculpamos, Senhor Presidente Jacob Zuma. Nem a si, nem ao seu Governo que parece não respeitar a dignidade dos irmãos e irmãs de Moçambique.

Não o desculpamos porque nos quer fazer crer que os ataques xenófobos contra os moçambicanos só aconteceram este ano. Mas nós não esquecemos Ernesto Nhamuave que em 2008 foi agredido e queimado vivo até morrer, tal como não esquecemos a morte de outros 23 moçambicanos cujos nomes até hoje estão envoltos num manto de silêncio.

Não nos esquecemos de que ao longo destes sete anos o Governo da África do Sul não resolveu os problemas que conduziram aos ataques xenófobos e poucos foram responsabilizados pela onda de xenofobia que entretanto fez centenas de mortos.

A Justiça sul-africana não encontrou provas nem testemunhas e, por ironia do destino, em Fevereiro arquivou o caso.

Actualizado em Sexta, 22 Maio 2015 16:54
 
Escrito por Redação   
Sexta, 15 Maio 2015 09:34

A recente e mega apreensão de 340 pontas de marfim, equivalentes a 1.160 quilogramas, e 65 cornos de rinoceronte, com um peso estimado em 124 quilogramas, num condomínio de luxo em Tchumene, no município da Matola, onde vivia um cidadão de nacionalidade chinesa, deixou claro que as soluções para a caça furtiva não terão lugar tão brevemente como seria de desejar. A qualquer momento, todo o trabalho com vista a refrear-se este mal poderá não fazer sentido porque em Moçambique não restará nenhum elefante para “contar a história”.

Porque, afinal, os chineses, os sul-coreanos, os tailandeses e os vietnamitas, por exemplo, estão cada vez mais, directa ou indirectamente, envolvidos no abate de paquidermes e rinocerontes no país? Se a resposta à questão for o alto valor comercial das pontas de marfim e dos cornos, então, quem é que protege estas redes de criminosos? Como é que entram em Moçambique e em casa de quem se hospedam? Quantos estrangeiros cumprem penas por isso?

 
Escrito por Redação   
Segunda, 04 Maio 2015 11:58

O Projecto do Quadro Institucional das Autarquias Provinciais, que previa que a Renamo governasse as provinciais de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Nampula e Niassa, nas quais reclama vitória nas eleições gerais passadas, caiu num saco roto, foi e está a ser banalizado pela Frelimo, que nunca escondeu a sua aversão à ideia de essas circunscrições geográficas serem governadas pela oposição, porque a sua influência ficaria restringida.

Actualizado em Terça, 05 Maio 2015 08:49
 
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