Editorial



Escrito por Redação   
Sexta, 12 Junho 2015 08:40

Apesar de todo o “passatempo” a que se assiste em sede do diálogo político entre o Governo e a Renamo, pensávamos que o último conflito armado tinha deixado boas lições de moral, conduta social e política. Ainda tínhamos esperança de que, como moçambicanos fraternos, podíamos chegar a um meio-termo em relação à manifesta ganância pelo poder por parte do regime e da oposição. Enganámo-nos!

Que só o diálogo consiga transformar Moçambique num Estado de paz credível, aos olhos daqueles que acreditam na democracia e apetecível para nos movimentarmos sem receios, parece cada vez mais uma utopia.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 22 Maio 2015 08:29

Desculpas recebidas mas não o desculpamos, Senhor Presidente Jacob Zuma. Nem a si, nem ao seu Governo que parece não respeitar a dignidade dos irmãos e irmãs de Moçambique.

Não o desculpamos porque nos quer fazer crer que os ataques xenófobos contra os moçambicanos só aconteceram este ano. Mas nós não esquecemos Ernesto Nhamuave que em 2008 foi agredido e queimado vivo até morrer, tal como não esquecemos a morte de outros 23 moçambicanos cujos nomes até hoje estão envoltos num manto de silêncio.

Não nos esquecemos de que ao longo destes sete anos o Governo da África do Sul não resolveu os problemas que conduziram aos ataques xenófobos e poucos foram responsabilizados pela onda de xenofobia que entretanto fez centenas de mortos.

A Justiça sul-africana não encontrou provas nem testemunhas e, por ironia do destino, em Fevereiro arquivou o caso.

Actualizado em Sexta, 22 Maio 2015 16:54
 
Escrito por Redação   
Sexta, 15 Maio 2015 09:34

A recente e mega apreensão de 340 pontas de marfim, equivalentes a 1.160 quilogramas, e 65 cornos de rinoceronte, com um peso estimado em 124 quilogramas, num condomínio de luxo em Tchumene, no município da Matola, onde vivia um cidadão de nacionalidade chinesa, deixou claro que as soluções para a caça furtiva não terão lugar tão brevemente como seria de desejar. A qualquer momento, todo o trabalho com vista a refrear-se este mal poderá não fazer sentido porque em Moçambique não restará nenhum elefante para “contar a história”.

Porque, afinal, os chineses, os sul-coreanos, os tailandeses e os vietnamitas, por exemplo, estão cada vez mais, directa ou indirectamente, envolvidos no abate de paquidermes e rinocerontes no país? Se a resposta à questão for o alto valor comercial das pontas de marfim e dos cornos, então, quem é que protege estas redes de criminosos? Como é que entram em Moçambique e em casa de quem se hospedam? Quantos estrangeiros cumprem penas por isso?

 
Escrito por Redação   
Segunda, 04 Maio 2015 11:58

O Projecto do Quadro Institucional das Autarquias Provinciais, que previa que a Renamo governasse as provinciais de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Nampula e Niassa, nas quais reclama vitória nas eleições gerais passadas, caiu num saco roto, foi e está a ser banalizado pela Frelimo, que nunca escondeu a sua aversão à ideia de essas circunscrições geográficas serem governadas pela oposição, porque a sua influência ficaria restringida.

Actualizado em Terça, 05 Maio 2015 08:49
 
Escrito por Redação   
Sexta, 24 Abril 2015 11:20

Senhor Presidente Filipe Nyusi, agora, que já detém todos os poderes, é certo que o propalado bem-estar do povo e o futuro risonho das crianças vai passar do papel e dos discursos à realidade. Todavia, sabemos que essas promessas levam tempo para acontecerem.

Passados 100 dias, desde que tomou posse, as suas atitudes começam a recordarem-nos o seu antecessor. É muito pouco tempo mas algumas dúvidas em torno das suas promessas de governação já tomam conta de nós.

As incursões do nosso Presidente nos negócios são publicamente desconhecidos. O Senhor já apresentou a sua declaração de património? Existe uma Lei de Probidade Pública, que, a par de demais leis, o Senhor prometeu ao povo, o seu patrão, respeitar e fazer respeitar.

 
Escrito por Redação   
Quarta, 25 Março 2015 08:38

Refletindo sobre o presente da maioria dos moçambicanos não é difícil entender por que razão nos tentam sempre impingir um futuro melhor. Afinal, 40 anos após a independência nacional, a retórica sobre a igualdade começa a fazer pouco sentido quando vemos uma minoria fazer-se transportar em avião e em carros de luxo, enquanto a maioria viaja abraçada nas carrinhas de caixa aberta, vulgo “my love”, pendurada nos comboios ou desloca-se de um lugar para o outro a pé.

Como fazer do “quadragésimo aniversário da nossa independência um momento de reafirmação da nossa soberania” numa altura em que os proprietários das terras, que deviam pertencer ao Estado tal como reza a Constituição, são os privilegiados do costume, que depois as entregam a estrangeiros?

 
Escrito por Redação   
Quarta, 04 Março 2015 10:45

Indivíduos supostamente desconhecidos assassinaram, à queima-roupa, o constitucionalista moçambicano Gilles Cistac, na manhã de terça-feira (03), em Maputo, um acto duplamente cobarde e de intolerância contra a liberdade e diversidade de opinião. Mas porquê? Porquê exterminar um homem, sobretudo pelas costas?

A esta altura, aqueles que acabaram com a vida de Gilles Cistac esfregam as mãos, vibram e comemoram por ter calado, definitivamente, a voz de quem proferia discursos que contrariavam o senso comum e regia-se pelas leis. Porém, eternizaram-se o pensamento e os ideias que, talvez, só uma morte natural se encarregaria de abafá-los.

 
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