Editorial



Escrito por Redação   
Quinta, 05 Fevereiro 2015 23:34

Já transcorreram mais de 20 dias desde que a região norte de Moçambique vive à luz de velas e lanternas a pilhas, para não falar do barulho dos geradores de energia. Desde a altura em que esta parcela do país ficou sem corrente eléctrica, nem a população, muito menos o Governo moçambicano e tão-pouco a própria Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública encarregada de prover o fornecimento de energia eléctrica, sabem, ao certo, quando voltaremos a ver as lâmpadas de casa e os postes de iluminação ao longo das vias públicas acesas. Não se faz ideia ainda de quando é que os electrodomésticos voltarão a exercer a função para a qual foi concebidos.

A falta de energia eléctrica está a tornar insuportável o custo de vida em quase toda a região norte, deixando a população à beira do desespero e a viver a pão e água a cada dia que passa. Todos os dias, as fontes da EDM vêm a terreiro dizer que "esta semana o problema será resolvido". Já lá vão mais de três semanas e a situação continua na mesma.

Actualizado em Sexta, 06 Fevereiro 2015 09:00
 
Escrito por Redação   
Quinta, 05 Fevereiro 2015 10:17

Senhor Presidente da República: afinal Moçambique só é Maputo? Vossa Excelência Filipe Jacinto Nyusi ainda não veio ao centro ver o povo sofrer as cheias. Porquê?

O Senhor Presidente ainda não veio ao norte ver o povo comprar farinha e outros alimentos básicos, por mais do dobro do preço. Porquê?

Passou o tempo de palavras, é preciso mostrar-nos pelos seus actos que tudo está a fazer para que Moçambique volte a estar conectado por estrada.

Actualizado em Quinta, 05 Fevereiro 2015 10:31
 
Escrito por Redação   
Segunda, 26 Janeiro 2015 09:23

Mal nos curámos da tensão político-militar recém-terminada, e já a situação política moçambicana está a tornar-se difícil, com sinais de sair do controlo. Estamos prestes a ficar por um fio e mais receosos de que o pior possa acontecer a qualquer altura.

O decurso do nosso estado político é caracterizado por lamúrias e gritaria de um só lado. Nem Armando Guebuza, presidente da Frelimo, nem Filipe Nyusi, na qualidade de Presidente da República, dão ouvidos a Afonso Dhlakama, cuja propensão para o radicalismo e extremismo parece até certo ponto doentio. E cá temos as nossas dúvidas em relação a um possível encontro entre estas duas figuras com o líder da Renamo, principalmente nos moldes em que este exige tal frente a frente.

 
Escrito por Redação   
Segunda, 19 Janeiro 2015 20:13

Filipe Nyusi, novo inquilino da Ponta Vermelha, desde 15 de Janeiro em curso, proferiu um discurso de esperança para o povo e fez-lhe entender que o contrato social com ele firmado representa uma nova caminhada para a prosperidade.

Para um país que ainda enferma de diversos problemas – dos básicos aos mais bicudos, sobretudo a pobreza que está acima de 50 porcento e o analfabetismo que ronda os 48 porcento – e que passou 10 anos a ser governado por um Presidente que na opinião de muitos estava mais interessado nos negócios do que com a penúria de quem o colocou no poder, não havia outra alternativa: Filipe Nyusi só podia ser ovacionado como um Messias e as suas palavras recebidas como bênção divina. Os moçambicanos, leigos e esclarecidos, sentiram-se pecaminosos redimidos.

 
Escrito por Redação   
Terça, 13 Janeiro 2015 00:56

Quando Armando Guebuza assumiu a Presidência da República, encheu de esperança os moçambicanos, fazendo-os acreditar que o rumo dos acontecimentos no país começaria a ganhar novo fôlego. Volvido algum tempo, os anseios dos populares foram pautados por inúmeros episódios de sofrimento. Assistimos a diversas situações preocupantes, desde a greve de pão, assaltos à mão armada, engomadores (G20), até aos sequestros.

Actualizado em Terça, 13 Janeiro 2015 06:50
 
Escrito por Redação   
Sexta, 26 Dezembro 2014 10:18

Trinta e oito dias depois do seu suposto sequestro, o empresário de sucesso, que enriqueceu devido ao seu trabalho, desde os nove anos de idade, porém, acusado pelo Governo norte-americano de ser o “barão de drogas”, regressou ao convívio familiar, mas a operação que culminou com o seu resgate deixou muitas dúvidas por esclarecer.

O resgate de Momad Bachir carrega marcas de um show off visando fins publicamente inconfessos, mas repugnáveis. Pede-se mais seriedade à Polícia e às autoridades que lidam com a matéria criminal, que investiguem mais para apurar quem são as verdadeiros mandantes dos sequestros.

Actualizado em Sexta, 26 Dezembro 2014 16:26
 
Escrito por Redação   
Quinta, 18 Dezembro 2014 15:05

Em poucas horas, entre a noite da última segunda-feira e a manhã de terça-feira, os problemas de falta de projectos de engenharia e consistência das construções públicas e privadas, na cidade de Maputo, mormente na periferia, foram, mais uma vez, expostos pela chuva. E, certamente, nenhuma lição se tira desta situação, nem por parte das autoridades nem das vítimas. Aqueles com quem celebramos o “contrato social” fingem que não ouvem os gritos atroadores de pedidos de socorro.

Actualizado em Quinta, 18 Dezembro 2014 18:31
 
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