Editorial



Escrito por Redação   
Quinta, 24 Julho 2014 08:10

A crueldade com que um estuprador satisfaz os seus prazeres carnais com uma criança, com uma adolescente ou com uma mulher adulta deve-lhe ser restituída através de algum castigo severo que valha e legalmente determinado pelas instituições competentes, o que para a nossa realidade não passa de uma miragem diante do desespero de quem sofre por isso. E é notável nas vítimas o martírio e os traumas que resultam deste mal que tende a ser comum.

O abuso sexual contra as mulheres, mormente contra as menores de idade, é um crime hediondo a evoluir, paulatinamente e de forma violenta, em diferentes parcelas do território moçambicano, perante a incapacidade das autoridade de contê-lo. Os relatos que a cada dia chegam de vários pontos falam por si. As famílias, por sua vez, parecem estar inconscientes do perigo que o estupro representa para a sociedade e dos traumatismos que causa nas vítimas, pois ainda enferma de dificuldades para denunciar esta indecência a que estamos expostos.

Actualizado em Quinta, 24 Julho 2014 10:25
 
Escrito por Redação   
Quinta, 17 Julho 2014 17:26

Após a demissão de Carlos Jeque do cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), num momento em que certas correntes de opinião defendiam a exoneracão, também, de Marlene Manave, na altura administradora delegada daquela firma do Estado, não podia haver dúvidas de que mais mexidas seriam feitas no xadrez. Era e é preciso purificar a casa com vista a assegurar que os constantes problemas relacionados com os atrasos de voos, falhas no sistema de segurança e dificuldades em articular com a Imprensa relativamente às queixas dos clientes fiquem para a história.

 
Escrito por Redação   
Quinta, 10 Julho 2014 16:47

O Conselho de Estado supostamente convocado para avaliar a situação político-militar em que o país está mergulhado, desde o ano passado, foi um fiasco. O Chefe de Estado encheu o povo de expectativas para nada. Frustrou-se a convicção de que desse encontro podiam ser encontradas soluções conducentes à paz, uma vez que em sede do famigerado diálogo político entre o Governo e a Renamo ainda não se alcançou nenhum consenso importante para os interesses da nação e as sessões não têm um fim à vista.

Actualizado em Quinta, 10 Julho 2014 17:19
 
Escrito por Redação   
Quinta, 03 Julho 2014 17:12

Temos estado atentos à caça desenfreada que o município da capital moçambicana faz contra os vendedores informais e ambulantes em virtude de os mesmos obstruírem passeios, dificultando a circulação de peões, dentre outros males que decorrem das suas actividades. Todavia, esta situação causa-nos bastante estupefacção.

Actualizado em Quinta, 03 Julho 2014 21:40
 
Escrito por Redação   
Quinta, 26 Junho 2014 17:22

As diferenças de opiniões e a forma egocêntrica a que, nalgumas vezes, o Governo e a Renamo recorrem para interpretar preceitos e acordos tendem a ser salientes. Obviamente que, em vez de unanimidade, prevalece a discórdia e entra-se em rota de cisão. Por conseguinte, a nossa relação como moçambicanos e como nação está por um fio.

De ameaça em ameaça, as partes beligerantes atingiram um estágio em que já não basta um passo em falso para um atirar intencionalmente contra o outro, a matar. A desconfiança em relação à falta de rectidão entre quem dirige a nação e quem está na oposição é de tal sorte que se vive com os dedos no gatilho.

O pior é que temos um Executivo que se gaba de ser aberto ao diálogo mas age de forma contrária e permite que quem o elegeu sofra. Temos uma Renamo que se vangloria de lutar pela paz e pela Democracia mas usa o povo para pressionar a sua contraparte. E quando achávamos que isso bastava, eis que somos abalados com pretensões de instalar tribos dentro de um território que há 39 anos libertámos para ser uno e indivisível.

Actualizado em Quinta, 26 Junho 2014 17:28
 
Escrito por Redação   
Quinta, 19 Junho 2014 15:11

Durante 21 anos, julgámos que as nossas desinteligências sobre a governação do país estavam ultrapassadas e o rumo que este devia tomar era o certo. O nosso alento assentava no Acordo Geral de Paz. Todavia, o mesmo entendimento que se acreditava ser uma panaceia volta a estar, hoje, na origem da nossa rixa. Os motivos que nos fazem transformar vias de acesso em campos de combate e as matas em esconderijos de armas e de nós próprios sob o pretexto de estarmos ameaçados de morte, como o faz Afonso Dhlakama, são indiscutivelmente fúteis quando temos gente a morrer e infra-estruturas a serem destruídas.

O conflito armado que durou 16 anos em Moçambique, do qual poucos compatriotas se querem lembrar, começou da mesma forma: Um tiro aqui, outro ali e outro ainda acolá. No passado foi assim e, agora, também, guerreamo-nos pela ganância de controlar o país, e fazemos tudo em nome da democracia, advogando um pretenso bem-estar para o povo.

Actualizado em Quinta, 19 Junho 2014 16:16
 
Escrito por Redação   
Quinta, 12 Junho 2014 15:41

É, sem dúvidas, caricata e, ao mesmo tempo, revoltante a situação que se vive na empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) nos últimos tempos. Diga-se, em abono da verdade, que os atrasos dos voos das LAM nunca foram novidade, até porque este facto até já ganhou o rosto da normalidade. Ou por outra, o anormal é o voo desta companhia de bandeira nacional partir ou chegar à hora prevista. Os politicamente correctos dirão que a situação de atrasos dos voos é normal e não nos devia deixar indignados, porque é normal acontecer nos países mais evoluídos. Mas, infelizmente, pelas piores razões, as LAM têm-se mostrado uma vergonha nacional.

Nos últimos dias, esta companhia moçambicana já começa a provocar um sentimento de medo e insegurança nos passageiros não só pelos constantes adiamentos e atrasos cuja desculpa mais invocada é a falta de combustível e avarias mecânicas, mas também por falta de seriedade e profissionalismo por parte da equipa de gestão dessa empresa e, por tabela, do Governo de turno.

Actualizado em Quinta, 12 Junho 2014 16:18
 
Início Anterior 21 22 23 24 25 26 27 28 Seguinte Final

Pág. 27 de 28