Editorial



Escrito por Redação   
Quinta, 28 Agosto 2014 17:28

Decorridos 20 anos de paz, cujos alicerces estremeceram ao longo das duas décadas, as relações entre a Frelimo e Renamo deterioraram-se. Com o tempo, o rumo que a democracia tomou pôs a nu a falta de diálogo e fidúcia de que os partidos políticos enfermam. Activar as kalashnikov para provar que era capaz de parar o país e forçar o regime a governar com probidade e decoro foi a solução encontrada pela “Perdiz”. Décadas de paz foram postas em causa e condenou-se a pátria ao retrocesso.

Actualizado em Quinta, 28 Agosto 2014 17:41
 
Escrito por Redação   
Quinta, 21 Agosto 2014 17:38

Depois do sprinter que permitiu alcançar o “Memorando de Entendimento”, os “Mecanismos de Garantias” e os “Termos de Referência da Missão dos Observadores Militares Internacionais” e, consequentemente, a aprovação da Lei de Amnistia, o diálogo político volta a estar estagnado e cai num impasse em virtude de um novo “braço-de-ferro” causado pela falta confiança entre as partes. Acabem como isso de uma vez.

Actualizado em Quinta, 21 Agosto 2014 18:21
 
Escrito por Redação   
Quinta, 14 Agosto 2014 17:43

Nas últimas duas semanas, os citadinos de Maputo e da Matola, sobretudo das zonas periféricas, andaram com os nervos em franja devido a interrupções contínuas e estonteantes do fornecimento de energia eléctrica por parte da Electricidade de Moçambique (EDM). Na verdade, já devíamos estar habituados aos percalços decorrentes deste problema, mas nunca nos acostumamos. A razão é óbvia: as nossas vidas estão dependentes dos serviços de que por largas horas ficámos desprovidos. Isto não nos surpreende tão-pouco, dado que esta companhia pública e monopolista sempre se mostrou incompetente no que que à provisão destes serviços diz respeito.

A par de outras firmas, a EDM, por sinal dirigida por um dito cujo que é, simultaneamente, Bastonário da Ordem dos Engenheiros, pouco ou mal entende que o serviço público é um bem indisponível e deve ser prestado como tal de forma contínua. Não há princípio de eficácia neste país e o pior é que a companhia a que nos referimos age, por vezes, como se não tivesse compromisso com o público.

Actualizado em Quinta, 14 Agosto 2014 22:18
 
Escrito por Redação   
Quinta, 07 Agosto 2014 16:28

Na semana passada, indivíduos alegadamente sem habilidades nem vontade nenhuma para conviver ao lado dos outros, reconhecer e respeitar as diferenças de crenças e opiniões entre as pessoas, deitaram por terra 13 casas na localidade de Malamba, no distrito de Massinga, na província de Inhambane, deixando dezenas de pessoas expostas a intempéries. Fala-se de mais de uma centena de indivíduos que perpetrou tais actos.

É difícil acreditar que seres humanos com escrúpulos tenham tido tamanha coragem para se mobilizarem uns aos outros com vista a, deliberadamente, desgraçar famílias que ergueram as residências em causa com bastante sacrifício. E tudo isso por ódio em relação ao próximo e devido à intolerância, talvez política. Este é um mal que de há tempos para cá se fecunda nas mentes de determinado indivíduos e até de dirigentes ou membros seniores de certos partidos. Trata-se de um "statu quo" que deve acabar.

 
Escrito por Redação   
Quinta, 31 Julho 2014 10:04

Depois de mais de 60 rondas marcadas por divergências e entendimentos em relação a um e outro assunto sobre o qual gira o diálogo político prestes a terminar, apercebemo-nos de uma mudança súbita do rumo dos acontecimentos no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano (CICJC). Tem sido realmente impressionante perceber que todo o teatro político que foi encenado ao longo das rondas negociais não tinha, no seu todo, razão de ser. Se houve motivo para tal, tudo foi à custa do martírio de inocentes. Teatro porque já está claro que o verdadeiro diálogo acontecia ou acontece fora do CICJC e longe dos nossos olhos. Já há um entendimento feito à revelia do povo e naquelas instalações só se vão cumprir formalidades.

Não é por acaso que, de repente, Afonso Dhlakama passou de homem bravo para manso e, mais do que nunca, está tão certo das datas sobre certos eventos inerentes ao diálogo, falando disso naturalmente e com firmeza. Armando Guebuza já se esquece de dizer que a paz depende apenas da sua contraparte e escolhe minuciosamente as palavras para se dirigir à Renamo. Os famigerados discursos incendiários apenas são notórios nas bocas daqueles que parecem ter sido erradamente educados para serem intolerantes à oposição.

Actualizado em Quinta, 31 Julho 2014 18:11
 
Escrito por Redação   
Quinta, 24 Julho 2014 08:10

A crueldade com que um estuprador satisfaz os seus prazeres carnais com uma criança, com uma adolescente ou com uma mulher adulta deve-lhe ser restituída através de algum castigo severo que valha e legalmente determinado pelas instituições competentes, o que para a nossa realidade não passa de uma miragem diante do desespero de quem sofre por isso. E é notável nas vítimas o martírio e os traumas que resultam deste mal que tende a ser comum.

O abuso sexual contra as mulheres, mormente contra as menores de idade, é um crime hediondo a evoluir, paulatinamente e de forma violenta, em diferentes parcelas do território moçambicano, perante a incapacidade das autoridade de contê-lo. Os relatos que a cada dia chegam de vários pontos falam por si. As famílias, por sua vez, parecem estar inconscientes do perigo que o estupro representa para a sociedade e dos traumatismos que causa nas vítimas, pois ainda enferma de dificuldades para denunciar esta indecência a que estamos expostos.

Actualizado em Quinta, 24 Julho 2014 10:25
 
Escrito por Redação   
Quinta, 17 Julho 2014 17:26

Após a demissão de Carlos Jeque do cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), num momento em que certas correntes de opinião defendiam a exoneracão, também, de Marlene Manave, na altura administradora delegada daquela firma do Estado, não podia haver dúvidas de que mais mexidas seriam feitas no xadrez. Era e é preciso purificar a casa com vista a assegurar que os constantes problemas relacionados com os atrasos de voos, falhas no sistema de segurança e dificuldades em articular com a Imprensa relativamente às queixas dos clientes fiquem para a história.

 
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