Editorial



Escrito por Redação   
Quinta, 19 Junho 2014 15:11

Durante 21 anos, julgámos que as nossas desinteligências sobre a governação do país estavam ultrapassadas e o rumo que este devia tomar era o certo. O nosso alento assentava no Acordo Geral de Paz. Todavia, o mesmo entendimento que se acreditava ser uma panaceia volta a estar, hoje, na origem da nossa rixa. Os motivos que nos fazem transformar vias de acesso em campos de combate e as matas em esconderijos de armas e de nós próprios sob o pretexto de estarmos ameaçados de morte, como o faz Afonso Dhlakama, são indiscutivelmente fúteis quando temos gente a morrer e infra-estruturas a serem destruídas.

O conflito armado que durou 16 anos em Moçambique, do qual poucos compatriotas se querem lembrar, começou da mesma forma: Um tiro aqui, outro ali e outro ainda acolá. No passado foi assim e, agora, também, guerreamo-nos pela ganância de controlar o país, e fazemos tudo em nome da democracia, advogando um pretenso bem-estar para o povo.

Actualizado em Quinta, 19 Junho 2014 16:16
 
Escrito por Redação   
Quinta, 12 Junho 2014 15:41

É, sem dúvidas, caricata e, ao mesmo tempo, revoltante a situação que se vive na empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) nos últimos tempos. Diga-se, em abono da verdade, que os atrasos dos voos das LAM nunca foram novidade, até porque este facto até já ganhou o rosto da normalidade. Ou por outra, o anormal é o voo desta companhia de bandeira nacional partir ou chegar à hora prevista. Os politicamente correctos dirão que a situação de atrasos dos voos é normal e não nos devia deixar indignados, porque é normal acontecer nos países mais evoluídos. Mas, infelizmente, pelas piores razões, as LAM têm-se mostrado uma vergonha nacional.

Nos últimos dias, esta companhia moçambicana já começa a provocar um sentimento de medo e insegurança nos passageiros não só pelos constantes adiamentos e atrasos cuja desculpa mais invocada é a falta de combustível e avarias mecânicas, mas também por falta de seriedade e profissionalismo por parte da equipa de gestão dessa empresa e, por tabela, do Governo de turno.

Actualizado em Quinta, 12 Junho 2014 16:18
 
Escrito por Redação   
Quinta, 29 Maio 2014 15:48

Todas as vezes que o ministro da Agricultura, José Pacheco, vem a público em nome do Governo de turno surpreende na demonstração exibicionista e monumental da sua incapacidade e de todo o Executivo moçambicano de lidar com os assuntos que inquietam o povo. Nesta terça-feira (27), Pacheco, que é um invejável poeta quando não abre a boca, disse, à saída de mais uma ronda de negociações com a Renamo, que Afonso Dhlakama está a ser apenas protegido pelas Forças de Defesa e Segurança e que, se não fossem estas, o líder da “Perdiz” poderia já estar morto. É, na verdade, um disparate, de proporções gigantescas, sublinhe-se.

Actualizado em Quinta, 29 Maio 2014 19:54
 
Escrito por Redação   
Quinta, 22 Maio 2014 16:12

Quando o assunto é “tacho”, normalmente, as três bancadas cravadas na Assembleia da República movimentam-se, qual orquestra harmónica, para defenderem os seus interesses pessoais e os dos seus partidos políticos - na sua maioria não explicados. Como um povo privado de serviços de Saúde, Justiça e Educação de qualidade, era imperioso que todos nós saíssemos à rua a fim de acordarmos os três poderes da República e impedirmos a efectivação dessa roubalheira que será legitimada pelos nossos votos nas próximas eleições gerais do dia 15 de Outubro.

Actualizado em Quinta, 22 Maio 2014 16:54
 
Escrito por Redação   
Quinta, 15 Maio 2014 17:53

Assistimos, impávidos e serenos, à reiteração de uma prática cuja finalidade é deixar o país num abismo sem precedentes. Frustrando as melhores expectativas criadas pelo povo, os partidos políticos moçambicanos revelam-se cada vez mais insensíveis relativamente às inquietações do povo que lhes confiou o destino da nação.

As leis aprovadas, recentemente, pela Assembleia da República sobre os direitos, os deveres e as regalias dos Chefes de Estado e dos deputados são exemplos de mau serviço que se presta à causa do eleitor moçambicano. Mas o radicalismo das formações políticas vai mais longe.

Actualizado em Quinta, 15 Maio 2014 17:55
 
Escrito por Redação   
Quinta, 08 Maio 2014 16:21

Apesar do peso que desabou sobre nós – com o conflito armado – continuamos à espera, desde fora por intervenção divina, que alguém venha e resolva os nossos problemas. Primeiro, recusamo-nos a aceitar que estávamos em guerra; quando esta era evidente, refugiámo-nos na afirmação de que estávamos melhor do que nunca. E agora que nem este consolo nos chega, optamos pelo silêncio, por não fazer nada, esperando ingenuamente que o temporal amaine por si só. E esta atitude não só é praticada pelos cães do regime, vulgo G-40, mas também por muito boa gente.

Há, de um lado, os que aplaudem as acções da Renamo e celebram as mortes do lado das Forças Armadas. Rejubilam por cada corpo anónimo que tomba enquanto os que ‘dialogam’ tomam chá de camomila e vinho verde no Centro de Conferências Joaquim Chissano. Outros há que optam por ridicularizar Afonso Dhlakama e preferem dizer que não há conflito armado, mas sim um pequeno incidente numa zona circunscrita do país.

Actualizado em Domingo, 11 Maio 2014 11:54
 
Escrito por Redação   
Quinta, 01 Maio 2014 15:25

A aprovação de novas regalias para os deputados – previstas no Estatuto destes representantes do ‘povo’ – deixou meio mundo revoltado. As manifestações de indignação ocorrem um pouco por todo lado, com destaque para as redes sociais. “Eu vou fazer tudo para ser deputado”, dizem em tom jocoso uns. Outros, mais rudes, respondem: “Regalias de luxo para quem passa uma legislatura a dormir é um insulto aos impostos que penosamente pagamos”. Quem olha, sem preparação, para as reclamações é capaz de crer que os moçambicanos não se calam diante de injustiças. Mas isso é uma grande mentira.

Actualizado em Quinta, 01 Maio 2014 15:42
 
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