Editorial



Escrito por Redação   
Sexta, 15 Julho 2016 08:42

Uma democracia falsa, revestida de cobardia e arrogância. Uma paz frustrada antes de ser materializada. Uma paz já cansada de carregar milhares de toneladas de intolerância política... Queiramos ou não, mas infelizmente é isso que vivemos neste país. A democracia não permite o bloqueio de quem pensa diferente, pelo contrário, procura reunir diversas ideias dos cidadãos cujas opiniões divergem, facto que faz com que o país progrida.

Nas sociedades democráticas, o Governo é do povo, pois este é que toma poder através do sufrágio universal. Quem está em paz não tem medo de expressar as suas opiniões. Vive e vive intensamente. Num país em paz, os cidadãos circulam livremente. O Estado garante o bem-estar e respeita os direitos do cidadão. A paz engloba o acesso aos serviços básicos como a água, educação, saúde e mais. É isso não se verifica neste rochedo à beira do Índico.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 08 Julho 2016 08:49

De certeza nada de novo. Nada que relance a esperança de mudança e um futuro diferente. Porque, para Moçambique, mudar significa o rompimento com o falso relacionamento paternalista existente entre Governo da Frelimo e o povo. Contudo, os moçambicanos, na sua maioria alienada/domesticada e despojada de consciência crítica, preferem continuar a respeitar, aceitar e viver o passado, em vez de respeitarem o passado, aceitarem o futuro e viverem o presente.

Na verdade, com o desenrolar dos últimos acontecimentos, não se pode esperar nada especial, senão mais sofrimento para o povo. Num país habitado por humanóides aflitivamente encadeados e prontos para executar, sem hesitar, todas as dementes decisões do Governo, pode-se esperar outra coisa quando um partido vive maritalmente com o Estado, aliás tem como seus fiéis-servidores, na mão direita, o Grande Capital, a media e o Poder Religioso e, na mão esquerda, instituições do Estado e os seus respectivos súbditos?

Actualizado em Domingo, 10 Julho 2016 11:23
 
Escrito por Redação   
Sexta, 01 Julho 2016 09:19

A bancada parlamentar da Frelimo desta legislatura, que aprovaram a inclusão das dívidas ilegalmente avalizadas pelo Governo de Armando Guebuza, tem uma grande oportunidade de entrar para a história como um bom exemplo de incompetência e falta de bom senso. Só há uma possibilidade para que isso não aconteça: desde que ela não aprecie positivamente a Conta Geral do Estado (CGE) referente ao Exercício Económico de 2014.

O alerta já foi feito, e dias piores estão por vir. Porém, no seu estilo sacerdotal que faz lembrar os meros funcionários públicos preparados para subscreverem todas as decisões insensatas do Governo de turno, os deputados da Frelimo vão fechar os olhos perante a maior burla da história do país, num acto de promiscuidade e traição ao sofrido povo moçambicano. Na verdade, em silêncio, para legalizar esta roubalheira de proporções pornográficas, foi incorporado 350 milhões de dólares norte-americanos no Exercício Económico de 2014, como despesa de investimento militar e os seus deputados, pseudo servidores do povo, aprovaram sem se importarem com a violação da Lei Orçamental de 2013, constatada pelo Tribunal Administrativo (TA).

 
Escrito por Redação   
Sexta, 24 Junho 2016 08:26

A cada dia que passa parece que o já sofrido povo moçambicano vai se acostumando com as infindáveis trapaças protagonizadas pelas instituições públicas e/ou de Estado e os seus respectivos agentes e funcionários. O caso mais recente de uma verdadeira burla a que se tem servido, em overdose, aos moçambicanos que é o informe da Procuradora-Geral da República, apresentado, nesta quarta-feira (22), na Assembleia da República.

O que se assistiu nesta quarta-feira foi uma acção meramente cosmética, na qual a senhora Procuradora-geral Beatriz Buchilli limitou-se a ler um documento de matriz poética sobre os pilha-galinhas. Na verdade, Buchilli foi ao Parlamento, apenas, cumprir o preconizado no número 3 do artigo 239 da Constituição da República de Moçambique segundo o qual “o Procurador–Geral da República presta informe anual à Assembleia da República”. Quando se esperava que a Procuradora-geral apresentasse os casos que realmente preocupam os moçambicanos, ela ateve-se nos dados estatísticos. Deu-nos a conhecer o que nós já sabíamos, e não fez menção das actividades que estão a ser levadas a cabo pela Procuradoria com vista a esclarecer os crimes que assolam a nossa Pátria A(r)mada.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 17 Junho 2016 09:22

As dívidas estão aí, infelizmente. Contraídas de forma ilegal e pornográfica por uma corja de indivíduos que, sem escrúpulos, fingem que o assunto não lhes diz respeito. O sofrido povo moçambicano, como sempre, será obrigado a pagar por algo que não faz a mínima ideia. Não há informação sobre o destino certo dado ao empréstimo. A única certeza é de que o dinheiro não entrou nos cofres do Estado. A bilionária dívida está aí. E os moçambicanos continuam a morrer de fome, e de doenças curáveis. Os moçambicanos continuam a debater-se com a falta de escolas condignas, estradas e água potável.

A triste situação que, presentemente, o país travessa é bastante revoltante. Diante da tamanha falcatrua habilmente perpetrada pelo Governo da Frelimo, não nos resta mais nada, como um povo, senão mostra a nossa indignação colectiva. É preciso fazermo-nos às ruas, para demonstrarmos a nossa indignação contra toda essa impunidade que cobre as instituições públicas e/ou de Estado. Precisamos de mostrar a nossa revolta contra este Governo de mafiosos.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 10 Junho 2016 10:03

Não há dúvidas de que os deputados da bancada parlamentar da Frelimo estão cravados na Assembleia da República para defender interesses do partido, no lugar de assegurarem os legítimos interesses do povo que os elegeu. Esse facto é notório a cada sessão do Parlamento. Quando o assunto requer uma posição responsável e séria por parte daqueles deputados, estes comportam-se qual símios diante de um cacho de banana.

O cúmulo da falta de escrúpulo dos deputados da Frelimo foi protagonizado na segunda sessão extraordinária do Parlamento, realizada entre os dias 08 e 09 de Junho corrente, na qual o Governo foi chamado para prestar esclarecimentos sobre as dívidas contraídas ilegamente pelo Governo da Frelimo no mandato anterior. Ao invés de se posicionarem com dignos representantes do povo, questionando o destino dado ao dinheiro e pedindo a responsabilização dos envolvidos, os deputados da Frelimo ocupam-se a defender o indefensível.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 03 Junho 2016 08:28

Não se podia esperar resultado diferente daquele que a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade da Assembleia da República apresentou a respeito da vala comum com cerca de 120 corpos no centro do país. Até porque a referida Comissão, constituída maioritariamente pelos deputados da banca parlamentar da Frelimo, partiu para a investigação com a certeza de que não existia nenhuma vala comum na região centro do país. Na verdade, a Comissão saiu de Maputo para a província de Sofala com a ideia fixa de reforçar o posicionamento do Governo, que inescrupulosamente defende a não existência da vala comum.

 
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