Editorial



Escrito por Redação   
Sexta, 27 Maio 2016 08:20

Hoje parece que ninguém tem mais dúvidas de que, no nosso país, as liberdades de expressão e de pensamento não passam de meras intenções. A despeito das liberdades estarem garantidas na Constituição da República, a realidade tem-se manifestado de forma diferente. Ou seja, tudo indica que a liberdade de expressão e de pensamento consagrada na lei-mãe tem uma função meramente cosmética, equiparando-se as bolinhas numa árvore de Natal.

Quando se pensa que o país está a dar passos animadores rumo à consolidação de Estado de Direito, assistimos, por outro lado, a intensificação de acções macabras de cunho político-partidário perpetradas por grupos tenebrosos e sanguinários supostamente desconhecidos. Só neste primeiro semestre de 2016, mais de 10 casos de sequestros, execuções sumárias e torturas foram registados. Quase todas as vítimas dessas acções eram ou são indivíduos que não pertencem ao partido Frelimo ou que teceram críticas contundentes ao regime. O caso mais recente foi o do professor universitário, José Jaime Macuane, que foi sequestrado e baleado, devido aos seus comentários críticos ao sistema.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 20 Maio 2016 08:58

Não há dúvidas que o nosso país está, a cada dia que passa, a ser empurrado para o abismo. Pelo andar da carruagem, a situação vai piorar. Não bastou um punhado de indivíduos ter contraído dívidas avultadas, em nome do povo, em benefício de famílias e figuras ligadas ao partido no poder, todos os dias chegam relatos de mortes inexplicáveis, para além do nosso (péssimo) sistema de educação que vai a pique.

Aliado a isso, está o custo de vida que tortura, impiedosamente, milhões de moçambicanos. O que acontece quando o povo, suportando-se da Lei, decide mostrar a sua indignação contra todos estes males trazidos por um grupo de pessoas desumanas? É amedrontado pela Polícia que tem como responsabilidade proteger os cidadãos.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 13 Maio 2016 08:38

O Presidente da República, Filipe Nyusi, iniciou a Presidência Aberta, ora baptizada de visita presidencial, no norte do país, numa altura que o país atravessa o seu pior pesadelo económico dos últimos tempos. Com vista a distrair incautos, o Chefe de Estado simulou que reduziu o número de indivíduos que compõem a sua comitiva. Embora tenha levado poucos ministros, a redução não passa de uma atitude meramente cosmética para dar entender que há uma preocupação em cortar as despesas supérfluas.

É sabido, por experiência feita, que as comitivas do PR são por natureza despesistas. Na situação em que o país caminha, a passos largos, para o abismo sem precedentes, e os moçambicanos vivem na incerteza do que hão-de comer no dia seguinte, é pura insensatez, para não dizer insulto à dignidade do povo moçambicano, essa iniciativa do Chefe de Estado de promover Presidências Abertas.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 06 Maio 2016 08:26

O Governo da Frelimo, liderado por Filipe Jacinto Nyusi, continua ainda sem humilde suficiente para admitir que o país vai a pique por conta da corrupção organizada e políticas desestruturadas implementadas desde a Independência Nacional. E o pior de tudo, não admite que é a razão de todos os problemas que Moçambique atravessa.

A cada dia que passa, as informações sobre as dívidas ilegalmente contraídas pelo Estado mostram que o país está à beira de um colapso, do qual só sairá após um fundamental resgate. Mas, diante dessa situação calamitosa, o Chefe de Estado prefere fazer de conta que o problema não é tão grave como parece, mergulhando, assim, o país no fundo do pântano do “tanto faz”. A título de exemplo, Nyusi, na sua primeira declaração pública em relação à vergonhosa dívida, comparou a mesma à malária, afirmando que é preciso ver se faltou "uma rede mosquiteira, se há charcos lá fora ou se é preciso fumigar" o espaço.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 29 Abril 2016 08:33

O Governo moçambicano veio a público, nesta quinta-feira (28), na vã tentativa, de prestar algum esclarecimento sobre a situação das dívidas contraídas ilegalmente com o aval do Estado. Esperávamos que fosse o Presidente da República, Filipe Nyusi, o auto-intitulado “empregado do povo” a fazê-lo, até porque ele foi eleito para servir os moçambicanos. Mas este, que prefere emitir esgares a partir do estrangeiro, optou por enviar dois dos seus bobos da corte, nomeadamente o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, e o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

Actualizado em Domingo, 01 Maio 2016 09:31
 
Escrito por Redação   
Sexta, 22 Abril 2016 09:11

Chorar é o que nos resta fazer como um povo, como moçambicanos. Até porque nunca, em tão pouco tempo, coincidiu tanta notícia má para o sofrido povo moçambicano que, de Janeiro à Janeiro, é obrigado a viver à intempérie. O que já era díficil para a população moçambicana, agora piorou. E, pelo andar da carruagem, tudo indica que os tempos que se avizinham serão de terror, de duros golpes na mesa dos moçambicanos. Serão tempos de apertar o cinto mais do que já está apertado.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 15 Abril 2016 08:22

Não fosse a mórbidez que a situação em si representa, os comentários da Polícia da República de Moçambique relativamente aos assassinatos protagonizados por indivíduos até aqui desconhecidos seriam motivos mais do que suficientes para se soltar sonoras gargalhadas. Até porque é sempre a mesma história quando se sucedem casos do género. Com a cara mais deslavada do mundo, a Polícia tem o vezo de vir ao público afirmar que não tem pistas dos assassinos, não obstante as evidências serem claras.

 
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