Editorial



Escrito por Redação   
Sexta, 01 Abril 2016 08:13

Pode parece caricato, mas uma coisa temos de reconhecer: é deveras notável o trabalho feito pelo Ministério de Educação ao longo dos sensivelmente 41 anos de independência nacional. Foram 40 anos a produzir, em massa, indivíduos passivos e sem nenhuma emoção crítica a respeito de situações enviesadas que, diariamente, se sucedem ao seu redor. Foram 40 anos de produção de sujeitos com mentes estéreis ou infecundas, cuja única coisa que sabem fazer com esmero é idolatrarem o partido que apregoa futuro melhor.

A situação é, sem dúvidas, tão nacional e apresenta-se preocupante, uma vez que a cada dia que passa, fica claro que há um síndrome de ignorância adquirida instalada na nossa sociedade. Na verdade, o que temos vindo a assistir na sociedade moçambicana é a falta da prática maiêutica da política libertadora feita de questionamento e cepticismo. Tudo porque a Educação continua, todos os anos, a produzir robôs programados para sorrirem, subscreverem ideias alienantes habilmente concebidas e ignorarem os problemas reais e concretos que afligem os moçambicanos que vivem à intempérie.

 
Escrito por Redação   
Quinta, 24 Março 2016 08:11

Senhores camaradas, sabemos que o poder – aquele é, normalmente, do povo – é vosso. Mas pedimos que nos livrem, um pouco, das vossas imposições políticas. Nós, como cidadãos nacionais, desta Pátria Amada, temos a prerrogativa de escolhermos o partido que achamos ideal. Este nosso direito está plasmado no artigo 53, número 2 da Constituição da República de Moçambique – Lei Mãe – por isso há que respeitarmos todos!

Devemos, sim, pertencer à Frelimo, mas isso deve ser da nossa livre e espontânea vontade. Porque é que continuam a nos forçar a participar nos encontros de índole política contra a nossa vontade? Aliás, tais encontros decorrem em instituições públicas e, como se isso não bastasse, acontecem sempre no horário de trabalho, ou seja, interrompem as actividades laborais para satisfazer para nos obrigar a assistir a encontros cheio de nada e coisa nenhuma. Isso é grave!

 
Escrito por Redação   
Sexta, 18 Março 2016 08:21

De que Moçambique é um país propenso aos males originados pela força da natureza, ninguém tem dúvidas. Porém, sabe-se que, de há décadas para cá, vários fenómenos calamitosos, nomeadamente cheias, ventos fortes, seca (que agora ameaça a vida de muitas famílias), ciclones, entre outros ocorrem ano após ano, mês após mês, semana após semana, dia após dia e até hora após hora.

Estas desgraças, na sua maioria, não mudam a forma de actuação e muito menos a rota, mas nem por isso as autoridades competentes da Pérola do Índico consegue fazer algo para minimizar tais situações. Pelo contrário, o pouco e, se quisermos arriscar, o muito que o país recebe de doações beneficia a um grupo elitista já preparado para tal, pese embora os apoios chegam em nome do povo e em especial das famílias desfavorecidas e assoladas pelos fenómenos a que nos referimos.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 11 Março 2016 06:28

Que Moçambique não dispõe de um serviço público de radiodifusão no seu verdadeiro sentido da palavra já não constitui novidade. É, na verdade, público e notório que a Televisão de Moçambique (TVM) e a Rádio Moçambique (RM) são exemplos bem acabados de péssimo serviço público que prestam ao povo moçambicano que com muito suor pagam os impostos. Custeados pelo dinheiro público para levar serviços de informação com zelo, profissionalismo e, acima de tudo, imparcialidade, estes supostos órgãos de informação públicos desdobram-se, sempre, em fazer demagogia e contra-informação.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 04 Março 2016 08:52

A notícia dando conta da exoneração do comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jorge Khalau, foi comemorada com júbilo e louvores, fazendo lembrar de uma final de um campeonato. A notícia fez vibrar todos os quadrantes da sociedade moçambicana. Diga-se, em abono da verdade, que nunca antes uma exoneração foi assim tão desejada e aplaudida na história de Moçambique. Na verdade, há motivos mais do que suficiente para tanta alegria por parte dos moçambicanos.

É de senso comum que o senhor Khalau já devia ter deixado de ser comandante-geral da PRM há bastante tempo, devido à inúmeras verborreias e esgares que andou a emitir por onde passava, principalmente quando estivesse diante de alguns pés de microfone.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 26 Fevereiro 2016 09:18

Dissemos, neste mesmo espaço, vezes sem conta, que os acontecimentos dos últimos dias, que têm vindo a ceifar vidas humanas e destruir bens, eram motivos mais do que suficientes para o Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, pôr a mão na consciência. Mas parece-nos que o senhor Nyusi, telecomandado por uma horda de esquizofrénicos, está motivado a empurrar este país para o abismo, à semelhança do seu antecessor.

 
Escrito por Redação   
Sexta, 19 Fevereiro 2016 08:22

Teve início, nesta quarta-feira, a III Sessão Ordinária da Assembleia da República e, como sempre, a abertura, o Parlamento não trouxe nada de novo. Mas, na verdade, pouco importa os assuntos discutidos naquela que é cinicamente chamada de “Casa do Povo”, até porque os moçambicanos já estão habituados ao teatro protagonizado por aqueles 250 actores amadores de muito mau gosto. Aliás, aqui o problema é outro.

Diante da dramática situação que o país atravessa nos últimos dias, é indiscutível que o Parlamento moçambicano é exemplo mais bem acabado de um covil de insensíveis, que vivem à custa dos nossos impostos e ainda fingem estar preocupados com a população.

 
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