Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 24 Julho 2014 20:48

Como uma estrela
Numa noite escura e sem luar
Brilhaste na minha incerta
Meu amor
Carregaste em ti
Bocados de mim
Como é bom saber que tu nasceste para mim

Xiricos cantaram
Tudo à minha volta se transformou
Roseiras pariram sóis ardentes de amor
Hortêncio Langa

Actualizado em Quinta, 24 Julho 2014 21:38
 
Escrito por Coutinho Macanandze   
Quinta, 17 Julho 2014 16:03

Nos dias que correm, várias vozes vociferam com a incipiente Governação do actual regime no poder, porque a injustiça, intolerância e a disparidade política, económica, social e cultural impera da forma mais cruel possível.

Actualizado em Quinta, 24 Julho 2014 21:39
 
Escrito por Coutinho Macanandze   
Quinta, 17 Julho 2014 15:14

Um dos conceitos que tem sido esmurrado consciente ou inconscientemente pelos nossos fazedores políticos prende-se com a “Unidade Nacional”.

Uma expressão que acaba engravidando a minha triste mente, porque nem sequer os propaladores tem domínio ou conhecimento do que dizem, muito por culpa do desconhecimento do seu significado inacabado. Porque não se pode falar de “Unidade Nacional”, sem conhecer as nossas raízes, identidade e a génese da nossa história.

Actualizado em Quinta, 24 Julho 2014 21:39
 
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 17 Julho 2014 11:14

Nunca a tinha visto em lugar algum. Parecia não se importar com nada, nem com a chuva que cai lentamente, molhando o asfalto cansado da canícula e do flagelo dos raios ultravioleta que fustigam a cidade de Tete sem parar. Vem a descer pela Avenida 24 de Julho em direcção aos tanques do FIPAG e eu estou recolhido na varanda da Pensão Alves à espera que a chuva abrande para prosseguir a minha caminhada para a casa onde moro. Olho para ela tentando descobrir detalhes num corpo que eu nunca tinha visto antes e, aquela silhueta, que entra em consonância com a chuva que vinha do céu para arrefecer os corpos. Era uma imagem espectacular por demais.

Actualizado em Quinta, 17 Julho 2014 12:24
 
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 10 Julho 2014 13:11

As temperaturas são muito baixas para quem está habituado a viver debaixo de um estado de tempo que, em média, ronda os trinta graus Celcius. Faz um frio de enregelar e queimar os ossos até à medula. O sol está nas costas das nuvens, escondido, e impossibilitado de irradiar o seu esplendor. Não me parece que vá chover, embora a neblina se recuse a ser amistosa. Sopra uma brisa leve vinda do sul sobre o mar glauco. É maré cheia e toda esta baía que se estende suave torna-se uma almofada para o espírito.

Actualizado em Quinta, 10 Julho 2014 14:23
 
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 03 Julho 2014 14:30

- O que é que fazes por aqui?

- Porquê?

- Pareces triste!

- Estou a pensar na participação das selecções africanas que actuaram no Brasil.

- Pois é, aquilo foi uma grande frustração.

Actualizado em Quinta, 03 Julho 2014 20:52
 
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 26 Junho 2014 14:21

Fiquei a saber, depois de ele ter ido embora, que se chamava Solomoni. Falava no palanque como um arauto do próprio Jeová e, quando desceu, deu as costas aos que o escutavam e desapareceu como Jesus fez na sua ascensão, 40 dias depois da ressurreição. Era espectacularmente longilíneo, pernas ligeiramente arqueadas, e a cadência da marcha que imprimia dava a imagem de um homem determinado. Sublimou-se sem olhar para trás uma única vez, perante o espanto dos que, provavelmente, voltarão a vê-lo e ouvi-lo falar como trovão no estrado.

Actualizado em Quinta, 26 Junho 2014 14:50
 
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