Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 09 Junho 2017 07:43
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Negócio com Eni e parceiros

Após colocar o nosso país numa situação desesperadora, o Governo da Frelimo voltou a colocar o Estado moçambicano noutra dívida. Desta vez, por não ter conseguido financiamento bancário no valor de 800 milhões de dólares norte-americanos para realizar o capital relativo a sua participação de 10% no consórcio que está a construir a fábrica flutuante de gás natural liquefeito no campo de Coral Sul, na província de Cabo Delgado, o Estado foi pedir dinheiro emprestado aos parceiros da própria Área 4, a ENI, a CNPC, a Kogas e a Galp. É caricato quando um Estado tem de se endividar dos seus próprios parceiros estar envolvido num negócio no qual o Governo tem de garantir que o Estado saía a ganhar. Nessa situação de total dependência dos parceiros, até que ponto o Estado moçambicano poderá levantar a voz quando o negócio não estiver a andar nos carris? Está é mais uma prova da falta sensatez por parte do Governo da Frelimo.

Perseguição à calvos e albinos

A ignorância é um assunto sério neste país e o Governo moçambicano tem de tomar medidas em relação isso. Depois da onda de perseguição e assassinato de albinos para fins supersticiosos, eis que os canos viraram para os indivíduos calvos. As supostas razões por detrás desse perseguição são extracção e venda de órgãos para presumíveis rituais supersticiosos, e tem motivações culturais e é encomendada pelos médicos tradicionais. Este triste facto tem acontecido com frequência no distrito de Morrumbala, província da Zambézia. Em conexão com este crime, a Polícia moçambicana deteve pelo menos dois cidadãos, no distrito de Morrumbala, alegadamente por terem sido surpreendidos por populares num cemitério na posse de uma cabeça humana com calvície. Esta prática revela pobreza mental, pois somente indivíduos com mentalidade atrasada é que acreditam que pessoas calvas têm, na cabeça, algum poder que gera fortuna.

Novos mercedes para deputados e ministros

Definitavemente, a crise que o país atravessa é apenas para o povo moçambicano, pois os deputados da Assembleia da República e os ministros continuam a ampliar os seus privilégios, enquanto o população morre. Aliás, todos os dias, os moçambicanos morrem de fome e de doenças curáveis, para além de se debaterem com problemas relacionados com falta de hospitais, escolas e estradas. A desculpa usada é de que não há dinheiro para resolver os problemas que afligem o povo. Porém, em contrapartida, o mesmo Governo que diz não ter dinheiro vai adquirir viaturas avaliadas em mais de cinco milhões de meticais cada para os deputados e os ministros. Esta atitude não passa de uma demonstração de insensibilidade para com o povo moçambicano. Com tantas prioridades que o país apresenta, a compra de viaturas motras que os deputados e os ministros estão nas tintas para a situação precária do povo. Quanta Xiconhoquice!

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