Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 14 Julho 2017 08:17
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Abuso da prisão preventiva

É impressionante como as nossas p instituições que devem garantir a justiça e o cumprimento da lei têm agidos contra os cidadãos. No lugar de exercer o seu dever com zelo e profissionalismo, têm sido os primeiros a transgredir as leis. É o caso da Procuradoria Provincial p g da República que, em comunicado, acusou formalmente o empresário Momade Rassul de crime de branqueamento de capitais e enriquecimento ilícito. O mais caricato é aquela entidade cita o nome do indiciado, apesar deste gozar de direito de presunção de inocência. Na verdade, o mais revoltante é o facto de a Procuradoria-Geral da República (PGR) estar a fazer o uso abusivo da prisão preventiva. Independemente das situações, o Ministério Público tem recorrido sucessivamente à prisão preventiva e, muitas vezes, chegam a durar mais de um ano.

Falta de condições para trabalhadores do Censo

Ainda nem iniciou o Censo Populacional 2017, já há registo de vários problemas no processo. Ou seja, nas províncias de Gaza, Sofala e Zambézia, o processo de formação de formadores locais dos agentes recenseadores e outro pessoal que vão conduzir o Censo está a registar problemas, tendo os participantes paralisado as actividades, exigindo melhores condições de trabalho e de alimentação. Se nesta fase crucial o processo está embuído de problemas, não se pode esperar grandes coisas, pois corre-se o risco dos resultados estarem viciados ou não corresponderem à realidade. Não se percebe o porquê do Instituto Nacional de Estatísticas não ter ainda criado condições para os trabalhadores, sabendo que o processo acontece de 10 em 10 anos. Isto é mais uma demonstração de falta de seriedade por parte de algumas instituições públicas e/ou do Estado.

Permeabilidade do porto de Pemba ao tráfico

É vergonhoso o que tem estado a acontecer no porto de Pemba, em Cabo Delgado, e não só. Um artigo de investigação publicado pela Agência de Investigação Ambiental revelou que um grupo de cidadãos chineses, oriundos da cidade de Shuidong, dominam o tráfico ilegal de marfim do nosso continente para a Ásia e têm preferência pelo g porto da capital de Cabo Delgado, devido ao fácil acesso que os indivíduos têm para fazer passar mercadorias ilegais. Os traficantes dizem, num tom de zombaria, que é mais fácil fazer esse tipo de negócio em Moçambique. Claramente, isso mostra o nível de promiscuidade em que estão envolvidos os funcionários do porto e também algumas figuras bem posicionados que têm vindo a facilitar o tráfico. Frequentemente, são aprendidas toneladas e toneladas de marfim na Ásia oriundo do nosso país. É uma vergonha para nós como um país. A que nível chegamos!

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