Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 08 Setembro 2017 07:47
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Divisão da Universidade Pedagógica

Tudo indica que o Executivo de Nyusi, especialista em dar passos para atrás, continua firme na sua decisão. Aliás, desde que o Governo da Frelimo assumiu o poder tem-se assistido a acções que demonstram falta de sensatez e, nalguns casos, confunde- -se com incompetencia aguda. Desta vez, este bando de trapaceiros que estão preocupados em levar água para os seus moinhos, através do Ministério de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Profissional, estão empenhados na criação de novas Universidades a partir da divisão da Universidade Pedagógica (UP). A medida, que supostamente pretende reduzir o nível de duplicação de cursos e racionalização de recursos, não passa de uma demonstração de falta de discernimento, uma vez que essa reestruturação irá obrigar o redobro de investimento, sem falar com os gastos com os três novos reitores, e o pessoal do CTA. O pior de tudo é a eliminação da missão que norteia actualmente a UP.

Debate sobre fiscalização de vidros fumados

É com cada Xiconhoquices que acontecem neste país e que nos deixa com a sensação de que há muito que deixamos de ser uma nação normal. E uma dessas situações é o debate infrutífero e desnecessário sobre uso de peliculas escuras nos vidros de viaturas, vulgarmente designado por “vidros fumados”. A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) e o Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER) defendem que é ilegal passar multa por causa de “vidros fumados”, uma vez que o seu uso não se considera a alteração ou transformação do veículos, a Polícia da República de Moçambique (PRM), na sua santa ignorância mesclada por incompetência, insiste na violação de código de estrada. Não há situação mais ridícula do que essa ping-pong que pode ser resolvido, caso haja vontade. Quanta Xiconhoquice!

Chantagem do edil de Nampula aos membros da Assembleia Municipal

O presidente do Município da Cidap de de Nampula, Mahamudo Amurane, deve estar a experimentar algumas falhas mentais, facto que o leva a agir de forma inconsequente. O indivíduo tem estado a chantagear os membros da Assembleia Municipal de Nampula, alegadamente porque chumbaram um reajuste do orçamento municipal, que incluía despesas com viagens e subsídios de representação do edil e da sua equipa. Por terem se posicionado contra os caprichos do edil de Nampula, pelo menos 45 membros da Assembleia Municipal, de três partidos, não recebem os seus salários desde julho último. Na sua arrogância, Amurane diz que só conseguirá pagar os salários se a Assembleia Municipal aprovar o reajuste do orçamento. Esta é uma prova de chantagem que o edil de Nampula está a submeter aos membros da Assembleia Municipal, para conseguir os seus intentos.

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