Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 29 Setembro 2017 08:10
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Estado parado por causa do congresso

Este país é mesmo uma lástima. O Aparelho de Estado está literalmente parado por causa do XI Congresso do partido Frelimo, organizado na cidade da Matola, com parte dos fundos oriundos da extorsão feita aos funcionários públicos. O referido Congresso reúne quase todos os dirigentes das instituições chaves para o funcionamento do aparelho do Estado. Ou seja, os membros do Governo tiram uma folga durante uma semana para atenderem assuntos partidários, à custa do sofrimento da população moçambicana. O mais caricato (e até chega a ser bastante revoltante) é o facto dos secretários permanentes terem sido “coagidos” a se fazerem presentes no referido evento, não obstante a sua função seja o de representar o Estado na instituições. Esta é, sem dúvidas, uma das maiores Xiconhoquices do ano. Até que ponto chegamos!

Falta de comida no HCQ

É revoltante ver que o recente construído Hospital Central de Quelimane, na província da Zambézia, está sem dinheiro para alimentar os doentes internados naquela unidade nos próximos três meses, enquanto o Governo da Frelimo esbanja milhões de meticais num evento partidário. O pior de tudo, para além de comida para os doentes internados, a unidade sanitária debate-se com problemas relacionados com a limpeza, combustíveis para as viaturas e o grupo gerador, sem falar nas dívidas contraídas com as empresas de fornecimento de água e energia. A direcção do hospital, na vã tentativa de tapar o sol com a peneira, diz que estão a ser realizados esforços para ultrapassar a situação. Não se pode esperar grande coisas por parte de um bando de dirigentes que está preocupado em resolver problemas pessoais, até porque quando os dirigentes adoecem escolhem entre morrer num hospital na vizinha África de Sul e na Europa.

Aumento impostos para carros e roupa usada

Quando se espera alguma sensatez por parte do Governo da Frelimo, eis que este colectivo insensível decidiu empurrar o povo moçambicano para o fundo da pobreza. O Governo decidiu da última reunião do Conselho de Ministros alterar o Código do Imposto sobre Consumo Específicos. Para justificar essa atitude estúpida, o Governo de Nyusi explica que pretende desencorajar a importação de viaturas com mais de sete anos e tributar viaturas com cilindrada inferior a mil centímetros cúbicos. Como se isso não bastasse, o Executivo decidiu ainda passar a tributar ou agravar as taxas cobradas na importação de cimento, carapau, algumas bebida alcoólicas, roupa usada e refrigerantes. Com essas medidas imprudentes, o Governo da Frelimo não só mostrou a sua insensibilidade em relação ao povo moçambicano, mas também demonstrou o quão incompetente é.

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