Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 15 Dezembro 2017 08:43
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Detenção de arguidos do caso Embraer

Definitivamente, a Procuradoria-Geral da República, através do Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC), decidiu entreter os moçambicanos apresentando esporadicamente o espectáculo ridículo de que está preocupada em repor a legalidade no país. Um dos mais recentes teatros está relacionado com os três cidadãos moçambicanos que foram constituídos arguidos no processo relativo a compra de duas aeronaves da Embraer, em 2008, pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). Trata-se de Paulo Zucula, Mateus Zimba e José Viegas que tiveram as suas contas bancárias “congeladas” enquanto decorre a instrução preparatória. Os três arguidos foram detidos e, subitamente, em menos de 24 horas, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decidiu libertá-los sob caução. É caso para dizer que a corrupção em Moçambique compensa!

Mais dívida com a China

Indiferente à insustentabilidade da Dívida Pública, o Governo da Frelimo liderado por Filipe Nyusi, continua a contrair mais dívida para sufocar a vida dos moçambicanos e hipotecando, assim, o futuro de toda a população. Desta vez, o Governo voltou a pedir dinheiro emprestado a China. Lembrem-se de que recentemente a China anunciou o perdão parcial da dívida do nosso país no valor 239,26 milhões de yuans (cerca de 36 milhões de dólares ao câmbio do dia). Na verdade, o perdão referia- se a juros vencidos que deveriam ser pagos até ao fim de 2017. O mais preocupante é que os valores dos empréstimos não estão a ser usados em infra-estruturas de saúde, educação ou outra que possa beneficiar a população. O novo edifício da Presidência da República, o estádio nacional de Zimpeto, o novo aeroporto de Mavalane e de Gaza, a Migração Digital são alguns dos resultados desse empréstimo que só beneficia os chineses.

Plano Económico e Social

Já era de se esperar que a bancada parlamentar da Frelimo na Assembleia da República, aprovasse, sem hesitar, na generalidade, o Plano Económico e Social (PES) do Governo de Filipe Nyusi para 2018, não obstante se tratar de um Plano pouco Social. O mais preocupante é que quase não há investimento nos sectores sociais. Aliás, mais de 70% dos 52,3 mil milhões de meticais alocados para a educação são para pagar salários e a mesma situação repete-se no sector da saúde onde quase 80% da alocação destina-se a salários cerca de 30 mil profissionais do sector assim como dos restantes funcionários que não exercem medicina mas trabalham no sector que é também um dos grandes empregadores do Estado. É evidente q g que os deputados da Frelimo não estão preocupados em resolver os reais problemas que apoquentam os moçambicanos, como é o caso da exiguidade de estabelecimentos de ensino e unidades sanitárias.

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