Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 22 Dezembro 2017 08:10
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquies na semana finda:

Nova negociata na EMATUM

Parece boa notícia, mas não passa de mais um caso caricato essa história segundo a qual o empresário norte-americano, Erik Prince, presidente do Frontier Service Group, empresa de logística e transporte com presença na África do Sul, está interessado em investir no sector pesqueiro nacional através da EMATUM. O referido empresário americano convocou a imprensa para anunciar que vai investir na EMATUM, com o objectivo de capitalizar a frota de 24 barcos disponíveis desta empresa. Isso não passa de história para boi dormir, pois é sabido que aquele empresário americano está interessado tudo, excepto na pesca de atum. Diz-se que a intervenção do investidor também será no sentido de melhorar a protecção dos recursos marinhos nacionais contra os operadores ilegais. Bem, esta é mais uma prova da incompetência do Governo da Frelimo que contraiu uma dívida bilionária para nada.

Candidatura do ministro da Justiça para Provedor

Definitivamente, o Governo da p Frelimo anda desnorteado. A cada dia que passa mostra o quão incompetente e insano este Governo é. A situação mais caricata é a candidatura do Ministro da Justiça e dos Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isac Chande, ao cargo de Provedor de Justiça. O Provedor de Justiça é um órgão que tem por função garantir os direitos dos cidadãos, a defesa da legalidade e a justiça na actuação da administração pública. Nesse sentido, como é que o senhor Isac Chande vai garantir esses direitos dos cidadãos, sendo ele Ministro da Justiça e dos Assuntos Constitucionais e Religiosos. É uma clara violação a Constituição da República. Aliás, em face das incompatibilidades previstas na Constituição da República, Isac Chande terá de ser exonerado do cargo de ministro pelo Presidente da República.

Aumento de subsídios para RM e TVM

Nunca foi novidade para os moçambicanos de que a Rádio Moçambique (RM) e a Televisão de Moçambique (TVM) não passam de meros meios de propaganda do Governo de Frelimo. Pois, ao invés de prestar serviços de interesse público, esses dois órgãos de informação custeados com o suor dos moçambicanos desdobram-se a fazer cobertura dos eventos da Frelimo e a promover uma imagem falsa do Governo. Agora, tendo em vista o novo ciclo eleitoral que inicia em 2018, o Governo de Filipe Nyusi alocou mais de mil milhões de meticais em subsídios para a RM e TVM no Orçamento do Estado (OE), aprovado na semana finda pela Assembleia da República, quatro vezes mais do que no ano passado. O mais revoltante é que esse montante é mais do dobro da dotação orçamental para a aquisição de equipamento hospitalar, que tantas unidades sanitárias carecem. Quanta Xiconhoquice!

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