Xiconhoca
Escrito por Redação  
Quinta, 28 Dezembro 2017 21:24
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Ao longo do ano 2017, os nossos eleitores elegeram diversas Xiconhoquices, porém, os mais marcantes têm a ver com a compra de viaturas de luxos para os dirigentes, as supostas balas perdidas e assassinatos de cidadãos honestos pela Policia da República de Moçambique e os enfadonhos discursos sobre o combate à corrupção que o Chefe de Estado andou a expelir em todos os cantos por onde passava.

Compra e justificação para carros pelo Governo

Foi, sem dúvidas, um insulto aos para moçambicanos o anúncio da aquisição de viaturas luxuosas para os governantes. Ou seja, enquanto os hospitais se debatem com falta de medicamentos e outros bens essenciais, milhares de crianças continuam a estudar debaixo de árvores, o Governo da Frelimo liderado por Filipe Nyusi decidiu comprar mais 45 viaturas para o Ministério que está no epicentro das dívidas ilegais que nos conduziram a actual crise económica e financeira. Trata-se de Mercedes-Benz, Ford Wildtrack, Toyota Land Cruiser 200 VX, Peugeot, Hyundai e carrinhas Ford topo de gama cujo preço supera todo investimento realizado durante o ano de 2016 em mais de 10 hospitais a nível do país. O mais caricato é que o Governo da Frelimo julga que os moçambicanos são um bando de estúpidos e que os pode enganar à torta e a direito. Na vã tentativa de justificar o insulto ao povo moçambicano nas aquisições de viaturas luxuosas para dirigentes superiores do Estado, o secretário permanente do Ministério de Economia e Finanças, Domingos Lambo, disse que a finalidade das viaturas era para atender aquilo que está plasmado na Lei 4/90 de 26 de Setembro e que é obrigação do Estado dar ao dirigente a viatura que a lei estabelece. Na verdade, isso não passa de pura estupidez, pois, em momento algum, as Leis 4/90 e 7/98, invocadas pelo Ministério da Economia e Finanças, obrigam o Governo a comprar de Mercedes-Benz ou outro tipo de viaturas de luxo.

Discurso sobre combate a corrupção sem nenhuma acção

Os discursos vazios e sem nenhuma acção de combate à corrupção começaram a causar náuseas aos moçambicanos. Esporadicamente, quando estava diante de alguns pés de microfone, o Presidente da República, Filipe Nyusi, aparecia com o seu discurso enfadonho de que estava preocupado com a corrupção que se enraizou em todas as instituições públicas e/ou do Estado. O caso mais irritante de hipocrisia foi quando Nyusi abriu a boca, durante o XI Congresso da Frelimo, para expelir que o combate a corrupção era o mais urgente e vital de todos os desafios. Era, sem dúvidas, uma grande piada ouvir tamanha estupidez, pois é sabido que ainda está para nascer na Frelimo a pessoa que vai combater a corrupção. Aliás, a própria Frelimo é o epicentro da corrupção que tem estado a levar o país ao abismo. Portanto, a pergunta que se coloca é: onde já se viu corruptos a combaterem a outros corruptos?

Tiros da Polícia que matam inocentes

A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem de começar a fazer testes não só mentais, como também do nível de álcool aos seus agentes, antes de estes se fazerem às ruas para cumprirem o seu trabalho, pois foi deveras preocupante ao longo do ano 2017 a quantidade de supostas balas perdidas que dizimaram cidadãos inocentes. A título de exemplo, pelo menos seis pessoas foram vítimas de execuções efectuadas pelos agentes da PRM. Refira-se que nos princípios de 2017, uma criança de 10 anos de idade morreu vítima de bala disparada por um membro da corporação, durante uma operação que supostamente visava recuperar bens roubados. Este nível de assassinatos de cidadãos inocentes perpetrada pela Polícia moçambicano é inquietante.

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Actualizado em Sexta, 29 Dezembro 2017 20:17
 
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