Xiconhoca
Escrito por Redação  
Quinta, 01 Fevereiro 2018 22:17
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana passada:

Vídeo sobre alegado grupo terrorista islâmico

Circula nas redes sociais um vídeo no qual um grupo de cinco indivíduos encapuzados, que se identificam como elementos do grupo que vem realizando ataques em Cabo Delgado, aparece de armas em punho, lançando apelos aos moçambicanos para que se juntem ao grupo. Diante desta Xiconhoquice bastante preocupante, a Polícia da República de Moçambique (PRM) age como se o problema não lhe dissesse respeito. O porta-voz da Polícia disse, de viva voz, que a PRM não confirma a autenticidade do vídeo, nem a origem, muito menos os indivíduos que constam no vídeo. Inácio Dina chamou a atenção para o que designou como boatos postos a circular nas redes sociais. É sem dúvidas uma esptupidez de proporções astronómicas ignorar essa situação deveras preocupante. A atitude dos indivíduos no vídeo é demonstração de puro terrorismo e a Polícia moçambicana não devia levar de ânimo leve, com risco de voltar-se a assistir novos atentados em Cabo Delgado.

Traficantes que passam sem problemas pelas Alfândegas

A promiscuidade nas fronteiras moçambicanas é de bradar aos céus. O caso mais caricato e, ao mesmo tempo, revoltante tem a ver com o camião proveniente de Moçambique com 200 quilogramas de heroína que foi apreendido pelas Autoridades sul- -africanas pouco depois de passar pela fronteira de Namaacha. A Alfândega moçambicana, sempre diligente na vistoria dos cidadãos honestos, não sabem (leia-se não querem) explicar como a droga passou pelos seus agentes. Essa situação mostra o quão corrupta é a Autoridade Tributária de Moçambique. A questão que se coloca é: como foi possível o camião passar sem a droga ser notada pelo lado moçambicano da fronteira? Enfim, esta não é a primeira vez que droga é apreendida em território sul-africano após ser traficada pelas fronteiras moçambicanas.

Suicídios

Os suicídios já começam a ser uma realidade preocupante e as autoridades competentes têm de agir o mais rápido possível para reduzir essa situação, que começa a ganhar contornos alarmantes. Em 2017, só na província de Inhambane, pelo menos 47 indivíduos recorreram ao suicídio para resolver os problemas que enfrentavam. As autoridades policiais, como sempre, só mostram- -se preocupadas. Até porque não é para menos: é que o número aumento em sete casos, relativamente a 2016, em que houve 40 vítimas. O exemplo mais recente é de um homem de 55 anos de idade que pôs fim à sua vida com recurso a uma corda, dentro de um cemitério, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza. Trata-se de Arlindo Uqueio, residente no bairro de Inhamissa e o local por ele escolhido para se suicidar foi o cemitério de Marian Nguabi. Não se tem detalhes sobre as razões que levaram o homem a suicidar-se. Enfim, as autoridades devem começar a levar esse assunto à sério.

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