Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 16 Março 2018 07:14
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Mais um naufrágio

Definitivamente, as autoridades moçambicanas, especialmente os responsáveis pelos transportes marítimos, estão a marimbar-se para o povo. A título de exemplo, seis crianças com idades compreendidas entre seis meses a dois anos morreram em consequência de mais um naufrágio provocado pelo mau tempo. Desta vez, o incidente deu-se no distrito de Vilankulo, província de Inhambane. As vítimas estavam na companhias das respectivas mães, a bordo de uma embarcação de pesca que transportava um total de 23 pessoas, incluindo a tripulação. É revoltante quando frequentemente assiste-se a esse tipo de situação e autoridades que deviam garantir a segurança da população continuam a fazer vista grossa. Quantos moçambicanos ainda precisam de morrer para o Governo começar a tomar medidas?

Conferência Anual do Sector Privado

Tudo indica que no nosso país não existem empresários propriamente ditos, ou melhor, empresários que olham para as oportunidades que o mercado oferece. A última Conferência Anual do Sector Privado (CASP) veio provar essa constatação. Ou seja, no lugar de ser um evento no qual se podia discutir/debater soluções para criação do bom ambiente de negócio no país, a conferência voltou a ser um muro para as lamentações dos empresários da Confederação das Associações Económicas (CTA) cujo presidente até defendeu a isenção da selagem para as cervejas. Na verdade, o CASP, como bem referiu o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, transformou- se num órgão de murmúrios, quando se espera que o evento seja uma instituição mutualista onde os interesses do Governo, sector privado, trabalhadores e sociedade civil convergem com vista o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida do povo.

Mais um ano sem saber quem matou Cistac

Mais um ano passou sem ter sido ainda esclarecido a morte constitucionalista Gilles Cistac que foi covardemente assassinado por ter defendido que é possível termos províncias autónomas em Moçambique sem violar a Constituição. Na altura do seu assassinato, o ministro moçambicano do Interior, Jaime Basílio Monteiro, encheu a boca para afirmar que as autoridades não iriam descansar até encontrarem os criminosos. Lançando areia para os olhos dos moçambicanos, Monteiro disse ainda que Moçambique estava a colaborar com a Polícia Internacional (Interpol) e as polícias dos países da África Austral para encontrar os assassinos. Porém, volvido sensivelmente três anos pouco ou quase nada foi feito. Aliás, tudo indica que a suposta investigação levada a cabo pela Polícia moçambicana não deu um passo sequer.

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