Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 06 Abril 2018 07:31
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Preços dos combustíveis diferenciados

Parece que essa história de Unidade Nacional não passa de conversa para boi dormir, ou seja, é mais uma artimanha do Governo da Frelimo para lançar areia para os olhos do povo moçambicano. Quase todos os dias assistimos a situações que demonstram que vivemos em dois Moçambiques diferentes. Um dos exemplos disso é o preço de combustíveis. Enquanto os privilegiados que vivem em Maputo vão murmurando que o preço dos combustíveis estão altos a gasolina que na capital custa 65,01, é vendida a 73,18 no distrito de Zumbo e chega aos 75,18 meticais no distrito de Mecula. Ou seja, quanto mais se afasta da capital do país, a situação fica cada vez mais crítica para os moçambicanos que vivem do outro lado do rio Save. É bastante caricato que um Governo que se diz de todos os moçambicanos trate a sua população de forma diferenciada, subsidiando uns e marimbando-se para outros.

Falta de dinheiro para combate de pragas

A desculpa de falta de dinheiro p por parte do Governo da Frelimo para resolver problemas pontuais dos moçambicanos já começa a enjoar. O Governo de Nyusi diz não ter 46 milhões de meticais para o combate de pragas, que estão a comprometer boas perspectivas de produção de milho na campanha agrícola 2017/2018, uma vez que se encontra infestado mais de 41 mil hectares. O mais preocupante nessa situação é o facto de não haver dinheiro para combater à voracidade da lagarta do funil de milho, mas drenar-se milhões de meticais dos impostos dos moçambicanos para a aquisição de viaturas de luxo, jatinhos presidenciais, mordomias, até Ferraris para o filho do Presidente da República brincar de Fórmula 1 nas avenidas de Maputo. Só um Governo corrupto e inconsequente é capaz de tamanha estupidez em detrimento de comida para a população.

Atrasos no reembolso do IVA

Definitivamente, o nosso Governo é atípico, pois ao invés de ir atrás das Anadarkos e companhia que têm isenção em quase tudo, tem estado a criar constrangimentos aos empresários nacionais não reembolsando o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) desde antes de 2015. Por lei, os reembolsos, quando devidos, devem ser efectuados pelos serviços competentes da Autoridade Tributária no prazo de 30 dias a contar da data da apresentação do respectivo pedido. Porém, o Governo de Filipe Nyusi tem estado a violar esta norma somando agravando a dívida anterior ao seu mandato com nova dívida relativa a IVA cobrado depois de 2015 e que deveria já ter sido reembolsado aos respectivos agentes económicos. É caso para colocar a seguinte pergunta: qual é a verdade intenção deste Governo? Acabar com o empresariado local?

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Actualizado em Sábado, 07 Abril 2018 09:47
 
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