Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 13 Abril 2018 07:46
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Moralismo do Ministério da Cultura e Turismo

O Ministério da Cultura e Turismo perdeu, mais uma vez, a oportunidade de continuar na sua insignificância mórbida. Um ministério que pouco ou quase nada faz em prol da cultura e do turismo no nosso país decidiu em pleno feriado fingir que trabalha e está atento aos assuntos que envolvem algumas figuras no ramo artístico. Num comunicado posto a circular no dia 7 de Abril, no auge da comemoração o dia da Mulher Moçambicana, o Ministério da Cultura e Turismo ameaçou tomar providências para a cantora moçambicana, Yolanda Boa, por esta supostamente ter ultrajado os símbolos nacionais, uma vez que colocou em circulação fotos suas semi-nua ostentando a bandeira nacional. Na verdade, a atitude do ministério não passa de um moralismo barato demonstrado por indivíduos que não têm nada a fazer durante os dias utéis e feriados.

Pouco combate à desnutrição crónica

Neste país vive-se de discursos ç vazios, vive-se em seminários, paletras e workshops para discutir os problemas da população, enquanto centenas de moçambicanos morrem diariamente por falta de acções concretas. A título de exemplo, Moçambique está a perder a luta contra a desnutrição crónica, dos 44 por cento de moçambicanos afectados pela doença em 2008 apenas um por cento saiu dessa situação. Esta situação não deriva apenas da falta de comida, mas também a doença é originada pela falta de ingestão dos nutrientes que o organismo necessita e deficiente acesso a água potável, ao saneamento do meio e a serviços de saúde contínuos. Estas situações são conhecidas, mas autoridades competentes continuam a ignorar, limitando- -se apenas a falar que estão preocupados, ao invés de investirem no combate a esse mal.

Violência na cadeia feminina de Maputo

Definitivamente, como uma p sociedade, Moçambique está gravemente doente. A situação que se sucedeu no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo é pragmático disso. Não se justifica que num país normal aconteça esse tipo de episódios. Acontece que os guardas do referido estabelecimento violaram sexualmente diversas reclusas durante uma suposta acção de revista às prisioneiras. A desculpa usada por esse bando de criminosos é de que estava à procura de telemóveis escondidos nas celas, situação essa que semeou pânico no seio das reclusas. Este acto abominável, orientado por oficiais superiores do Serviço Nacional Penitenciário, foi denunciado por uma associação de apoio a reclusos. Só num país em que as instituições do Estado não são sérias assiste-se a tamanha pouca vergonha.

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