Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 01 Junho 2018 07:59
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Eleição de Isaque Chande para Provedor

Por alguma carga de água, a Assembleia da República (AR) elegeu o já exonerado ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isaque Chande, para o cargo de Provedor de Justiça, em substituição de José Abudo, que exerceu o cargo durante 10 anos e já estava fora de mandato desde Maio de 2017. Isaque Chande, escolhido com 196 votos, contra 23 do seu concorrente Silvério Ronguane, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), é o segundo Provedor de Justiça na história do país. O mais caricato é que como ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Chande pouco ou quase nada fez em defesa dos legítimos interesses do povo moçambicano. No entanto, não se pode esperar grande mudanças promovidas por essa figura, uma vez que já é sabido o seu alinhamento político. Portanto, mais um Provedor de Justiça sem acção é colocado à disposição dos moçambicanos.

Mais Dívida Pública Interna

O Governo inconsequente da Frelimo continua a empurrar o país para a desgraça. Exemplo disso é que o Executivo de Filipe Jacinto Nyusi prevê aumentar a Dívida Pública Interna durante o exercício económico de 2018 em pelo menos 84,2 biliões de meticais para financiar o seu Orçamento do Estado que tudo indica deverá continuar sem apoio dos Parceiros de Cooperação pelo terceiro ano consecutivo, beneficiando novamente os principais bancos comerciais. Sem dúvidas, o nosso país caminha para uma situação insustentável e o mais revoltante é a falta de humildade do Governo da Frelimo em reconhecer que é o principal problema de toda esta situação difícil que o país atravessa. Tudo indica que a Xiconhoquice (leia-se arrogância) do Governo em preencher as lacunas que o Fundo Monetário Internacional identificou no Relatório da Kroll sobre as dívidas ilegais vai continuar a prejudicar os moçambicanos.

Novos ataques do Al Shabaab

A situação que se vive em Cabo Delgado, sobretudo em Palma, é ao mesmo tempo deveras revoltante e preocupante. Esta semana, o Comando- Geral Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou a decapitação de dez cidadãos naquele ponto do país pelo chamado Al-Shabaab. Destas vítimas, dois eram adolescentes. No auge da sua Xiconhoquice, a PRM veio a público afirmar que a situação nos distritos é estacionária porque as Forças de Defesa e Segurança estão a caçar este grupo de indivíduos que está bastante fragilizado. Mas a realidade tem vindo a mostrar o contrário. Aliás, a cada dia que passa os suposto grupo fragilizados tem vindo a cometer crimes hediondos contra cidadãos indefesos. É chegada a hora da Polícia moçambicana trabalhar à sério de modo a estancar essa onda de ataques que tendem a intensificar-se.

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