Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 29 Junho 2018 08:20
Share/Save/Bookmark

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Código de Conduta do Funcionário e Agente do Estado

O novo Código de Conduta do Funcionário e Agente do Estado é o exemplo mais acabado de demonstração da falta de seriedade por parte do Governo da Frelimo, pois, para além de diversos aspectos ridículos e absurdos, que poderão de certa forma violar alguns direitos fundamentais dos moçambicanos, estabelece regras não só no local de trabalho mas também na vida particular dos funcionários públicos. Uma das situações absurdas tem a a ver com o facto de impedir o uso da internet, especialmente as redes sociais. Além disso, o Governo determina que os seus trabalhadores não podem “alegar o estado do tempo, dificuldade de transporte, congestionamento de trânsito” como justificação de faltas, pese embora o Governo seja incapaz prover transporte público e manter as estradas transitáveis mesmo sem chover.

Acidentes de viação

Os acidentes de viação continuam a semear luto nas famílias moçambicanas. A título de exemplo, nesta semana, quatro pessoas perderam a vida e outras 17 ficaram grave e ligeiramente feridas em consequência de um acidente ocorrido, província de Inhambane. O sinistro aconteceu na região de Unguana, no distrito de Massinga, onde há poucos dias outras oito pessoas pereceram por conta desta calamidade. O mais preocupante é o silêncio das autoridades neste tipo de situação, pois quase todos os dias são registados sinistros nas estradas moçambicanas, na sua maioria resultante da imprudência dos automobilistas. Aliás, a principal culpa de toda essa situação é a própria Polícia de Trânsito que, ao invés de fazer a fiscalização, está mais preocupada com o “refresco”.

Aumento do preço da gasolina

O Governo de Filipe Nyusi anda empenhado a encarecer cada vez mais o preço do combustível. Desta vez, decidiu agravar pela quarta vez, desde o início de 2018, o preço da gasolina que passa a custar 66,55 meticais, o mais alto de sempre. O mais preocupante é que este valor é praticado somente em Maputo, Beira, Nacala, Monapo e Pemba, no resto de Moçambique a assimetria regional é definida na lei que determina que o preço é acrescido de custos do transporte e embalagem. Este aumento da gasolina em Moçambique coloca o cada vez mais numa situação de extremo sufoco, particularmente para a emergente classe média que possui carro próprio. Este é um preço recorde e inédito desde Janeiro de 2018. O que não se enetende é o porquê de o Governo não aumentar o preço de uma vez por todas ao invés de andar a brincar com a paciência dos moçambicanos.

Comentar


Código de segurança
Atualizar

Actualizado em Sábado, 30 Junho 2018 03:34
 
Avaliação: / 1
FracoBom