Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 06 Julho 2018 08:29
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Heroína é uma das maiores exportações do país

Definitivamente, não somos um país normal, pois, enquanto outros países investem na exportações de produtos dignificantes, em Moçambique se faz o contrário. Ou seja, de acordo com o relatório do Centro de Integridade Pública (CIP), há duas décadas que a heroína é uma das maiores exportações de Moçambique e o negócio continua a crescer. Estima-se que todos os anos se movimentam 40 toneladas ou mais de heroína. Com um valor de exportação de cerca de 20 milhões de dólares americanos, por tonelada, a heroína é , segundo o relatório do CIP, provavelmente o maior ou o segundo maior produto exportado pelo país, logo a seguir ao carvão. Com já era de se esperar nesse negócio estão envolvidos figuras ligadas ao partido no poder que têm facilitado a exportação. Esta é sem dúvidas a maior Xiconhoquice de todos os tempos.

Politiquice sobre concurso público da Sasol

O Governo da Frelimo é um exemplo claro de falta de vergonha na cara. Aliás, já sabido que toda a acção do Governo moçambicano tem algum interesse obscuro por detrás. Por exemplo, na semana finda, o ministro dos Recursos Minerais e Energia anunciou que o Governo suspendeu um concurso público lançado pela petrolífera sul-africana, Sasol, que explora gás natural na província de Inhambane. A desculpa usada para justificar essa acção é de que o Executivo de Nyusi pretende permitir que as empresas nacionais possam ter as mesma oportunidades que as outras e concorrer. Na verdade, isso não passa de mais uma manobra do Governo de turno para continuar a puxar água para o seu moinho. O Governo quer dar impressão de que está preocupada com os benefícios que a Sasol deixa para os moçambicanos, quando na verdade está a criar condições para um bando de indivíduos ligados ao poder continuarem a enriquecer.

Assassinato de jovem à pancada

A cada dia que passa fica claro que a nossa sociedade caminha para decadência e, para além disso, estamos a construir uma nação doentia. A título de exemplo, é o facto que se sucedeu na cidade da Beira, província de Sofala onde um adolescente de 17 anos de idade morreu, vítima de agressão física supostamente perpetrada por um cidadão vizinho. O homicídio aconteceu no bairro da Manga, onde os familiares da vítima juntaram-se a um grupo de cidadãos e invadiram a residência de um vizinho mecânico, porque acreditavam que foi ele quem submeteu o malogrado a maus-tratos até perder a vida, alegadamente porque roubou os seus bens. Este tipo de atitude não só demonstra ignorância, mas também quão doentia está a nossa sociedade que recorre a violência para resolver as suas diferenças.

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