Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 23 Novembro 2018 11:55
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Falta investimento no combate à malária

É muito preocupante o descaso do Governo moçambicano em relação a saúde da população. Um exemplo disso é o facto de a malária continuar a ser a principal causa de internamento no nosso país. Só no ano passado (2017), pelo menos 10 milhões de moçambicanos contraíram a doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o combate à malária estagnou no mundo, e em 2017 a registou 219 milhões de casos de malária. O nosso país continua a ser um dos mais afectados. Apesar disso, o Governo da Frelimo não tem investido no combate desse mal que matou 1.114 pessoas no ano passado. O mais caricato foi a ausência do Presidente da República, Filipe Nyusi, durante o lançamento do Relatório global da OMS em Maputo. Nyusi deveria ter participado num painel de alto nível organizado pela OMS mas não esteve presente nem nenhum justificação foi avançada, certamente por vergonha do cada vez menor investimento que o seu Executivo aloca ao combate a malária.

Decisão do Tribunal Administrativo contra OrMM

As nossas instituições estatais são deveras patéticas, para não dizer incompetentes a quadrado. Uma prova disso é a atitude do Tribunal Administrativo que decidiu ilibar um médico cuja investigação concluiu que cometeu erros graves que resultaram na morte de uma parturiente, há seis anos. O tribunal, pese embora reconheça a culpabilidade do visado, alegou que o processo contra si não foi instaurado por uma entidade competente para o efeito. É bastante vergonhoso o veredicto dado pelo Tribunal Administrativo, tendo conta que a negligência do médico resultou na morte de uma paciente. Esta atitude do Tribunal Administrativo deixou a Ordem dos Médicos de Moçambique (OrMM) bastante agastada.

Falta de conhecimento sobre terroristas de Cabo Delgado

Há sensivelmente um ano que na região norte da província de Cabo Delgado tem-se registado casos frequentes de ataques à população. Pelo menos 90 moçambicanos foram barbaramente assassinados e 1.605 habitações destruídas. Mas o que mais chama atenção é que até então não foram capturados os mentores do terror que assola a província de Cabo Delgado. Essa situação mostra, de certa maneira, o fracasso da nossa Força de Defesa e Segurança. O desespero da falta de conhecimento sobre os indivíduos envolvidos assolou o Presidente da República, que não conteve o seu desnorte, e fez apelos públicos para o Serviço Nacional de Investigação Criminal intervisse no caso

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Actualizado em Sexta, 23 Novembro 2018 12:21
 
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