Xiconhoca
Escrito por Redação  
Sexta, 21 Dezembro 2018 07:36
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Situação financeira da ENH

É, sem sombras de dúvidas, bastante preocupante como são geridas as empresas públicas ou/e estatais. O caso mais caricato é da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) que se encontra numa situação lastimável. Por exemplo, numa altura em que o financiamento do projecto de exploração de gás natural da Área 1 da Bacia do Rovuma foi lançado na banca internacional, o Estado terá de garantir o investimento de 2,2 biliões de dólares porque a ENH não tem saúde financeira que lhe permita buscar investimentos. Como se isso não bastasse, o braço comercial do Goveno no sector de Petróleos não tem as contas de 2017 auditadas, apenas no mês passado a ENH publicou as suas contas de 2016, para além disso a empresa acumula dívidas não explicadas de biliões de meticais e deverá fechar o exercício de 2018 com prejuízos. Não fosse a morbidez que a situação em si representa, era caso para soltar sonoras gargalhadas.

Qualidade do ensino superior

O nosso sistema de ensino, ao invés de formar cidadãos qualificados, tem estado a produzir doentes para o mercado de trabalho. Essa é, sem dúvida, uma das razões que postergam o desenvolvimento do nosso país. A título de exemplo, num total de 19 cursos submetidos à avaliação pelo Conselho Nacional de Avaliação da Qualidade do Ensino Superior (CNAQ), no primeiro semestre deste ano, apenas cursos de licenciatura em engenharia zootécnica e medicina veterinária, ministrados pelo Instituto Superior Politécnico de Manica e pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), respectivamente, foram os únicos acreditados com uma classificação “excelente”. Esses resultados são reveladores da falta de investimentos no ensino superior no país. Aliás, o Governo da Frelimo está apenas preocupado com a quantidade de moçambicanos formados, ao invés da qualidade dos formandos.

Financiamento às gasolineiras

Definitivamente, o Governo da Frelimo está empenhado em levar este país ao abismo. Como se não bastasse as inúmeras dívidas que o país tem, o Governo de Nyusi continua a endividar-nos para resolver os seus caprichos e dos seus pares. Uma das situações tem a ver com facto de, apesar de ter terminado o subsídio directo às gasolineiras, o Governo continuar financia-las para garantir a disponibilidade de gasolina, gasóleo, gás de cozinha e petróleo. Só entre Janeiro e Setembro o Executivo endividou-nos em 18,6 biliões de meticais para “abertura de garantias junto do Sindicato Bancário (BIM/BCI) para servir de colateral na importação de combustíveis”. O mais revoltante é que os combustíveis só beneficia essa corja que anda de viaturas de luxos e alta cilindrada.

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Actualizado em Sexta, 21 Dezembro 2018 19:02
 
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