CIP lança campanha de monitoria da falta de medicamentos nos hospitais moçambicanos
Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Redação  
Quinta, 10 Julho 2014 17:59
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Através de um “mbip” (please call me), de um telefonema grátis para o número 82 3343, um SMS ou uma mensagem no WhatsApp para 860 656 128, os cidadãos podem denunciar casos relacionados com a falta de medicamentos que acontecem em diferentes partes do território moçambicano.

Para o efeito, o Centro de Integridade Pública (CIP) lançou esta quinta-feira (10) uma plataforma denominada Utente Repórter com vista a dar voz aos utentes do Serviço Nacional de Saúde na reivindicação do seu direito de acesso a medicamentos.

Segundo o CIP, cidadão que se dirigir a um hospital púbico e não tiver acesso a medicamentos ou tenha conhecimentos de uma situação idêntica que se passou com o seu amigo, vizinho ou familiar pode enviar um SMS, um “please cal me“, um mensagem no WhatsApp ou efectuar uma chamada telefónica para os números acima referidos. Para o CIP, Moçambique tem estado a testemunhar, nos últimos anos, roturas constantes de medicamentos essenciais e de tratamento de HIV e de Tuberculose.

“Esta situação tem sido reportada pela imprensa nas várias regiões do país assim como pelas organizações da sociedade civil. A falta de medicamentos põe em perigo de vida a milhares de pacientes e utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com particular realce para mulheres gravidas, recém-nascidos e Pacientes de HIV e TB.”

Falta de medicamentos é uma situação em que a demanda ou exigência para um item não pode ser satisfeita a partir do inventário actual/existente. “Quando uma farmácia (consultório medico ou unidade de saúde) não tem temporariamente nenhum remédio na prateleira, é conhecido como uma falta de stock de medicamentos e pode afectar um medicamento ou muitos medicamentos, ou na pior das hipóteses, todos os medicamentos.

As consequências da falta de medicamentos para os pacientes são graves: “Eles têm de viajar para outros serviços de saúde ou para o sector privado, que pode ser muito distante e muitas vezes muito mais caro; podem regressar as suas casas sem os medicamentos de que necessitam; eles podem ter uma alternativa adequada ou não a medicina e perdem a confiança na unidade de saúde para atender às suas necessidades".

A iniciativa do CIP chama-se “PARE COM A FALTA DE MEDICAMENTOS” e pretende defender disponibilidade efectiva de medicamentos essenciais nos hospitais do Sistema Nacional de Saúde (SNS), bem como denunciar, influenciar e pressionar o Governo para que tenha medicamentos essenciais disponíveis em todas as unidades públicas de saúde, reforçar a transparência na gestão dos medicamentos, prover uma linha dedicada do orçamento para medicamentos essenciais, e pressionar para que o Executivo cumpra com o seu compromisso de gastar 15 porcento do orçamento nacional em cuidados de saúde.

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Actualizado em Quinta, 10 Julho 2014 18:14
 
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