Raiva canina mata 14 pessoas em Maputo
Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Intasse Sitoe  
Sábado, 02 Agosto 2014 11:28
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Entre Abril e Julho do ano em curso, 621 indivíduos contraíram a raiva canina e 14 perderam a vida, na capital moçambicana, segundo dados divulgados na sexta-feira (01) pelo Ministério da Saúde (MISAU).

Anualmente, celebra-se, a 28 de Setembro, o Dia Mundial Contra a Raiva. Entretanto, milhares de pessoas não sabem que os cães e gatos, e porque não as aves, devem ser levados ao veterinário logo que são adquiridos pelos novos donos a fim de serem vacinados contra as seguintes doenças: raiva, cinomose, parvovirose, coronavirose, newcastle, dentre outras que podem ser fatais em caso de algum contágio humano.

Aquela instituição do Estado indicou que, no período em alusão, os casos de mordedura por cães raivosos foram frequentes nos bairros de Maxaquene, Laulane, Magoanine e da Polana Caniço.

As autoridades de saúde reconhecem que não sabem ao certo o número de cães existentes na cidade de Maputo em virtude de as pessoas não levarem estes animais à vacinação. Contudo, entre Abril e Julho, pelo menos 12,4 cães foram vacinados no âmbito das campanhas de sensibilização realizadas em diferentes zonas da urbe, de acordo com Cristolde Salomão, representante do Instituto Nacional de Saúde.

Ela referiu que a raiva é uma doença fatal mas se for tratada a tempo pode ser combatida e evitar a perda de vidas; por isso, apela para que a sociedade leve os cães e outros bichos domésticos tais como macacos, gatos e aves para a vacinação com vista a prevenir esta doença.

Cristolde Salomão alerta ainda que um cão com raiva se não tratado vive entre dois a sete anos. “A vacinação pode ser feita a nível dos bairros, onde decorre campanha para o efeito por intermédio das estruturas dos bairros e líderes comunitários.” E em caso de mordedura, as vítimas devem se dirigir imediatamente ao centro de saúde mais das suas áreas de residência.

A raiva é uma doença mortífera, provocada por um vírus que atinge quase todos os mamíferos, afecta o sistema nervoso e é transmitida pela saliva no acto da mordedura. Trata-se de uma doença caracterizada por uma paralisia da laringe, faringe e músculos da mastigação, seguida por uma depressão, coma e morte por paralisia respiratória na sua fase aguda. A forma de prevenir este mal é a vacinação de cães e gatos. Se alguém for mordido por um destes bichos deve lavar o local atingido com bastante água e sabão e dirigir-se a uma unidade sanitária para ser observado.

Por seu turno, Alberto Dimande, médico veterinário da Faculdade de Veterinária, pertencente à Universidade Eduardo Mondlane (UEM), disse que a transmissão da raiva acontece com frequência nas zonas rurais e suburbanas e o cão não é o único animal que pode transmiti-la. Há pessoas que criam mais de um cão sem reunirem condições para o efeito e a consequência tem sido termos na urbe alguns destes animais a vaguearem.

De referir que em Novembro de 2010, o Governo moçambicano aprovou uma Estratégia de Controlo da Raiva para o período 2010/2014, orçada em 222 milhões de meticais com o intuito de reduzir a incidência da raiva no país. Dentre as acções a serem realizadas no âmbito desta estratégia incluem a sensibilização da população sobre a importância de vacinação contra a raiva, recolha de cães vadios, realização de campanhas de vacinação de cães, entre outras.

Na altura estima-se que em Moçambique existiam cerca de 800 mil cães, mas a taxa de cobertura da vacinação destes animais era ainda muito baixa e situava-se em apenas nove por cento.

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Actualizado em Sábado, 02 Agosto 2014 16:16
 
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