Município de Mocuba constrói centro de saúde
Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Cristóvão Bolacha  
Quinta, 16 Outubro 2014 20:06
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O Conselho Municipal da Cidade de Mocuba (CMCM), província da Zambézia, investiu pouco mais de um milhão e quinhentos mil meticais para a construção de um centro de saúde no bairro do Aeroporto, situado num local designado zona da Pedreira. O investimento provém do Fundo de Desenvolvimento Autárquico e vai permitir o descongestionamento do Hospital Rural local.

Com uma população estimada em mais de 365 mil habitantes, o distrito de Mocuba, província da Zambézia, conta com 17 unidades sanitárias, incluindo o Hospital Rural. Porém, impõe-se o desafio de prestar serviços de qualidade aos pacientes provenientes de vários pontos da jurisdição, com destaque para os distritos e localidades que circunscrevem aquela região.

O combate a várias epidemias que assolam a maior parte da população, nomeadamente a desnutrição crónica, entre outras, tem sido a prioridade do executivo local. Diga-se, em abono da verdade que, nos últimos tempos, a edilidade e o governo do distrito desdobram-se no sentido de obterem investimentos para o alargamento dos serviços sociais.

Como forma de materializar os projectos de governação, a edilidade procedeu, na manhã do sábado (11) de Outubro, ao lançamento da primeira pedra para a construção de mais uma infra-estrutura sanitária numa região que enfrenta uma escassez acentuada de serviços sociais.

As obras encontram-se a cargo da Anababa Empreteiros e terão a duração de 120 dias. O empreendimento, a ser erguido com o financiamento do Fundo de Desenvolvimento Autárquico, inclui serviços básicos de saúde.

Segundo Beatriz Gulamo, edil de Mocuba, a construção do centro de saúde em referência enquadra-se no plano de actividade da autarquia que é o de garantir a comodidade e melhores serviços básicos à população local, sobretudo a das zonas recônditas daquela circunscrição geográfica.

A escolha do local foi estratégica. O objectivo é oferecer serviços básicos às regiões em que os mesmos não se fazem sentir. Segundo apurámos, na comunidade em alusão, anualmente, dezenas de mulheres grávidas dão à luz antes de chegarem a uma unidade sanitária, devido à distância que percorrem para beneficiar de cuidados médicos, para além da perda de vidas humanas por doenças que podiam ser diagnosticadas e tratadas.

Gulamo reconheceu a insuficiência de serviços sociais, com maior destaque para os de saúde, mas sublinhou que a edilidade está a trabalhar para colmatar a situação. A edil apresentou como exemplo o investimento efectuado para a construção do centro de saúde em alusão, que não só vai beneficiar a população de Mocuba, mas também aos distritos circunvizinhos.

“Os serviços de saúde são uma prioridade para as actividades do município. Hoje, testemunhamos o lançamento da primeira pedra para a construção do centro de saúde que vai descongestionar as enchentes nas nossas unidades sanitárias”, referiu Gulamo.

População vê uma luz no túnel

O @Verdade conversou com alguns moradores que se mostraram satisfeitos com a iniciativa da edilidade de expandir os serviços de saúde. Momade Sualehe, de 31 anos de idade, pai de três filhos, morador no bairro da Pedreira disse que a sua esposa perdeu o bebé quando se deslocava à unidade sanitária que dista mais de cinco quilómetros.

Porém, Sualehe mostrou-se satisfeito com o esforço envidado pela edilidade no sentido de melhorar as condições de vida dos seus munícipes, embora seja um desafio que raras vezes é vencido por envolver valores monetários avultados.

“A nossa comunidade encontra-se distante dos serviços sociais, com destaque para os cuidados médicos. Com a construção da infra-estrutura sanitária, a vida poderá melhorar bastante”, disse Sualehe.

A ineficiência dos serviços básicos de saúde constitui o principal motivo para perdas humanas. O drama de percorrer longas distâncias para beneficiar de cuidados médicos ainda é uma dor de cabeça para os moradores do bairro do Aeroporto, concretamente para os da zona da Pedreira. Porém, com o lançamento da primeira pedra, os habitantes mostram-se satisfeitos, pois “há uma luz no fundo do túnel” para a solução dos seus problemas.

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Actualizado em Segunda, 20 Outubro 2014 17:01
 
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