Hospital Rural de Mocuba sem paracetamol desde o último fim-de-semana
Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Cristóvão Bolacha  
Terça, 21 Julho 2015 08:17
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Desde a manhã de sábado (18), o Hospital Rural de Mocuba, na província da Zambézia, o maior daquela circunscrição geográfica, está sem Paracetamol, o calmante mais prescrito pelos técnicos e profissionais de Saúde aos pacientes. Devido a uma suposta ruptura de estoque nos depósitos, os doentes que se deslocaram àquela unidade sanitária recorrem a farmácias privadas, onde o preço mínimo de uma carteira do medicamento em alusão é de 10 meticais.

O valor pode não significar nada para algumas pessoas, mas para quem se debate com problemas de fome acha esse montante exorbitante em relação aos cinco (5,00) meticais pagos numa farmácia pública.

Um cidadão identificado pelo nome de Mário João, de 21 anos de idade, narrou que ele se deslocou ao Hospital Rural de Mocuba porque não gozava de boa saúde mas, depois de permanecer horas a fio na fila da farmácia, foi informado de que não havia Paracetamol e o complexo B receitado pelo enfermeiro.

O dilema da falta de medicamentos assola não só o distrito de Mocuba, mas o país em geral. Enquanto a ministra da Saúde aparece nas câmaras das televisões a dizer que Moçambique tem fármacos para os hospitais públicos, dezenas de pacientes sofrem na Nova Zona Económica Especial da Zambézia.

O @Verdade deslocou-se ao único centro de saúde onde funciona o Banco de Socorros do distrito para apurar até que ponto a falta de tais medicamento era verdade, tendo constatado que, para além de paracetamol e complexo B, no Hospital Rural de Mocuba não existem vários outros medicamentos. Na altura só havia o anti-malárico.

No local entrevistámos uma senhora cuja filha de 10 anos de idade e dois sobrinhos não passavam bem de saúde. Eles padeciam de febres, mal-estar, falta de apetite, fraqueza, náuseas, entre outros sintomas. Submetidos a exames médicos, o diagnóstico revelou que eles padeciam de malária. Do paracetamol e Coartem receitado no local, eles só puderam comprar o anti-malárico. "O médico disse que as crianças não podem tomar somente Coartem, mas também o paracetamol", explicou a senhora que não quis ser identificada.

Sobre este assunto, a nossa reportagem tentou ouvir a direcção do Hospital Rural de Mocuba, mas sem sucesso.

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Actualizado em Terça, 18 Agosto 2015 08:21
 
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