MISAU busca informação para melhoria da prevenção e do tratamento da malária
Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Emildo Sambo  
Segunda, 02 Abril 2018 07:34
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O Ministério da Saúde (MISAU) lançou, na semana finda, o “Inquérito Nacional sobre Indicadores de Malária (IIM)”, através do qual pretende saber quais são as crianças de seis a 59 meses de vida infectadas pela malária e as que apresentam baixa hemoglobina, medir o grau de cobertura, posse e uso de redes mosquiteiras impregnadas com insecticidas de longa duração e buscar outras informações relevantes na prevenção e no tratamento desta doença no país.

Em Moçambique, a malária ainda é a principal causa de hospitalização, mortalidade e continua um problema de saúde pública.

Aliás, o país não consta da lista das nações que até 2020 não terão esta enfermidade como revés ao desenvolvimento, uma vez que os números elevados desta doença perpetuam a doença e, por conseguinte, a pobreza. Na educação, aumentam o absentismo, enquanto nos sectores económicos perde-se a mão-de-obra.

Com o inquérito lançado na última quinta-feira (28), no distrito de Marracuene, província de Maputo, espera-se trazer evidências que “permitam planificar e definir melhor as acções de prevenção, diagnóstico, tratamento, monitoria e avaliação das actividades sobre a malária no país, bem como fornecer elementos de medição do progresso e alcance das metas definidas no actual Plano Estratégico Nacional de Controlo da Malária (2017-2022)”, segundo explicou a ministra da Saúde, Nazira Abdula.

A governante admitiu que o paludismo aumentou em cerca de 9% nos últimos meses, em parte devido à chuva, seja ela regular ou irregular, o que tem originado “problemas de saneamento do meio”.

Porém, “a taxa de mortalidade reduziu em mais de 30%”, o que “significa que os casos de malária estão a ser diagnosticados e tratados” a tempo. Nazira Abdula disse ainda que a malária tem tratamento adequado em todos os hospitais do país e sempre com medicamento disponível.

Contudo, pretende-se que as medidas de prevenção tenham efeito desejado. O trabalho, cujos resultados preliminares poderão ser conhecidos em Setembro deste ano, visa igualmente estimar o acesso ao tratamento em mulheres grávidas nas comunidades, determinar o nível de cobertura e o grau de aceitação da pulverização intra-domiciliárias e avaliar os níveis de conhecimento, atitudes práticas em relação à prevenção e tratamento da malária.

Serão abrangidas 3.743 crianças com idades compreendidas entre seis a 59 meses, em 6.106 agregados familiares, e cerca de 6.249 mulheres jovens e adultas de 15 a 49 anos.

Recorde-se que a malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do sangue do género Plasmodium, transmitida ao homem pelo mosquito anófele, que se manifesta geralmente por febre, intermitente ou periódica, precedida de frio e de calafrios.

O IIM será desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde (INS) e pelo Programa Nacional de Controlo de Malária (PNCM), em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística (INE) e outros parceiros nacionais e internacionais.

Segue ao Inquérito Nacional de Malária (2007) e ao Inquérito Nacional sobre Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA (IMASIDA 2015).

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Actualizado em Quarta, 04 Abril 2018 07:43
 
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