Surto do ébola no Congo põe Moçambique vigilante
Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Emildo Sambo  
Segunda, 21 Maio 2018 07:43
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Foto cedida pelo Ministério da SaúdeAs autoridades moçambicanas de saúde estão mais alertas ao surto do ébola na República Democrática do Congo e asseguram que no nosso território não existem quaisquer suspeitas da doença, que até semana passada tinha contaminado 44 pessoas e provocado 19 óbitos naquele país da África Central.

Lídia Chongo, porta-voz do Ministério da Saúde (MISAU), acautela à população do facto de “a propagação do ébola ser muito rápida e pode matar em muito pouco tempo (...)”.

Segundo ela, apesar de o risco de contágio “ser mínimo para o nosso país”, o ministério aposta na prevenção e já activou o Comité Técnico de Emergências Sanitária para responder à eventual eclosão da enfermidade.

Alguns sintomas do ébola – também conhecida por febre hemorrágica – são febre súbita, mal-estar, dor nos músculos, dor de cabeça, seguida de dor de garganta, vómitos, diarreia, hemorragia tanto interna como externa.

Face a esta situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que alguns países comecem a se preparar para a resposta a um eventual surto da doença.

Pese embora Moçambique não conste da lista dos países em questão, o MISAU iniciou as actividades de reforço à vigilância epidemiológica nas fronteiras, “bem como a educação para a saúde, com particular enfoque nos aeroportos, de modo a detectar eventuais casos suspeitos da doença, permitindo assim o seu seguimento e tratamento atempados”.

Lídia Chongo disse que, para além de acções tais como monitoria da evolução da epidemia no Congo, estão em verificação as condições para o isolamento no Hospital Geral de Mavalane. É imperioso que “todos os passageiros que viajem de ou para a área afectada”, cumpram rigorosamente as medidas básicas de higiene, tais como a lavagem das mãos com água e sabão, evitar o contacto directo com sangue, fezes vómitos e outros fluidos corporais de um paciente ou de uma pessoa suspeita de infecção pelo ébola, bem como manuseamento de cadáveres de indivíduos infectados.

A porta-voz do MISAU frisou que a lavagem das mãos parece que não é levada a sério, mas o que as pessoas ignoram é que se trata de “uma prática que previne várias outras doenças”.

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Actualizado em Terça, 22 Maio 2018 08:56
 
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