Moçambique tem 64 novos médicos especialistas e Nazira Abdula pede-lhes “carinho e devoção” no atendimento aos doentes
Vida e Lazer - Saúde e bem Estar
Escrito por Emildo Sambo  
Quinta, 20 Dezembro 2018 06:52
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Moçambique passa a contar, desde quarta-feira (19), com 64 novos médicos especialistas para os ramos de anestesia e reanimação, cardiologia, cirurgia geral, cirurgia maxilo-facial, dermatologia, gastroenterologia, ginecologia e obstetrícia, hematologia, imagiologia, medicina interna, medicina legal, neurologia, oftalmologia, ortopedia, pediatria, pneumologia e urologia.

O país conta actualmente com 694 médicos especialistas (hospitalares), dos quais 376 são moçambicanos. Com os recém-formados, o número engrossa para 758.

Segundo a ministra da Saúde, Nazira Abdula, Moçambique não será “auto-suficiente em médicos especialistas, num futuro próximo”, mas os 758 terapeutas que já existem têm a missão de assegurar a consolidação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A governante sugeriu que “os médicos especialistas ora formados tenham o paciente como fonte de inspiração e que ofereçam sistematicamente a estes e seus familiares conforto” necessário, “seja no final da vida ou perante o diagnóstico de uma doença grave, incurável ou terminal.”

Nazira Abdula afirmou, num outro desenvolvimento, que, mais do que exigir direitos, os novos clínicos devem se preocupar em cumprir os seus deveres, porque assim exige a missão. Pedindo entrega e abnegação aos profissionais, ela alertou que as condições existentes nas unidades sanitárias a que eles serão afectos podem não ser as que esperam.

“Poderão ficar muito triste (...)”, mas os “vossos deveres” são “servir com carinho e devoção os doentes que necessitam da vossa assistência.” Nazira falava numa cerimónia do encerramento do ano lectivo 2018 da “Residência Médica” e apresentação pública dos novos médicos.

A formação dos especialistas, no Hospital Central de Maputo (HCM), foi assegurada pela Comissão Nacional das Residências Médicas (CNRM), uma entidade estabelecida pelo Ministério da Saúde (MISAU). Ela resulta da implementação de um memorando entre o MISAU e a Ordem dos Médicos de Moçambique (OrMM) e tem o mandato de restruturar e expandir a formação de médicos especialistas, com equidade e qualidade.

À CNRM cabe duas funções fundamentais, nomeadamente “gerir o processo de especialização (residência) de médicos e médicos dentistas”, bem como fazer a coordenação de todos os intervenientes nos processos de formação de especialistas.

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Actualizado em Quinta, 27 Dezembro 2018 10:56
 
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