Fraude académica concorre para a formação de técnicos incompetentes
CAMPUS - Soltas
Escrito por Coutinho Macanandze  
Segunda, 20 Outubro 2014 06:44
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O plágio académico, que consiste no recurso a cábulas para ingressar numa faculdade, obter boas notas numa prova ao longo do ano ou num exame final, na venda de diplomas, na venda de teses e/ou plágio destes e outros projectos de pesquisa de terceiros, por exemplo, é uma prática anti-ética que ameaça ter como consequência a formação de técnicos sem competências nenhuma em Moçambique.

Mayra Khan, directora pedagógica da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), disse, na sexta-feira (17), em Maputo, uma palestra sob o lema “Fraude Académica É um Perigo para a Produção de Competências”, que o uso de meios auxiliares e ardilosos tais como cábulas e telefones para resolução de problemas numa teste ou exames por parte dos estudantes da maior e mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique, tende a aumentar.

Em algumas turmas que ministram diversos cursos são abortados três a quatro casos e esta situação pode contribuir para a produção de recursos humanos sem competências e com fraca capacidade para responder aos desafios que lhes forem impostos no seu local de trabalho ou no campo da investigação.

Segundo a docente, este fenómeno acontece porque alguns alunos têm fraca capacidade de reter o conhecimento transmitido pelos docentes e trata-se de um problema que tem a ver, em parte, com a falta de acompanhamento dos seus educando por parte dos pais e encarregados de educação.

A directora pedagógica da UEM realçou que os técnicos superiores moçambicanos com fraca produtividade nas instituições públicas e privadas enfermam de falta de criatividade e espírito empreendedor em virtude de durante a sua formação terem recorrido à fraude académica para atingir os seus objectivos.

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Actualizado em Segunda, 20 Outubro 2014 10:02
 
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