Universidade Pedagógica instala biblioteca móvel para quatro escolas primárias em Maputo
CAMPUS - Soltas
Escrito por Intasse Sitoe  
Quinta, 03 Setembro 2015 08:00
Share/Save/Bookmark

As escolas primárias e completas da Unidade 18, da Maxaquene, de Magoanine e do Jardim, na capital moçambicana, contam desde quarta-feira (02) com uma biblioteca móvel denominada “Movhateca”, que vai funcionar das 08h00 às15h00, com vista a estimular o gosto pela leitura, pela escrita e pelo cálculo, que ainda são deficitários neste nível de ensino em Moçambique, segundo a Universidade Pedagógica (UP), mentora da iniciativa que será alargada a outros estabelecimentos de ensino.

A medida visa igualmente formar mais leitores hábeis, facilitar e estimular o gosto e acesso a livros por parte dos alunos para que obtenham informação que promova uma recreação saudável e ocupação nos tempos livre, bem como contribuir para a melhoria da qualidade de ensino. Numa primeira fase, a biblioteca móvel irá circular apenas entre as quatro escolas primárias acima mencionadas e servirá só crianças, adolescentes e jovens daqueles estabelecimentos.

Segundo Aissa Issak, directora da Direcção dos Serviços de Documentação e Informação na UP, a biblioteca em alusão estará disponível de segunda-feira a quinta-feira nas escolas referidas, no período compreendido entre 08h00 e15h00, com livros de diferentes temáticas, tais como iniciação às ciências, meio ambiente, regras de trânsito, estórias infantis, entre outras, sendo que a selecção das obras foi feita com base nas disciplinas do ensino primário.

Com o lançamento da “livraria”, a nossa interlocutora acredita que é possível os alunos gostarem de ler, melhorarem a escrita e o cálculo. Porém, ela reconheceu que o ensino é deficitário e de má qualidade em Moçambique, tendo assegurado que uma das razões é a falta de material didáctico.

“Sabemos que o livro escolar do ensino primário é de distribuição gratuita, mas ele não chega a todos. Esperamos que com o nosso material informativo contribuamos para se minimizar esta problemática da falta de leitura, escrita, até de domínio de outras habilidades”, concluiu Issak.

Por seu turno, Jorge Ferrão, ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, indicou que no país existem 18.400 escolas primárias, das quais somente 56% leccionem até a 5ª classe e os restantes de 6ª a 7ª classes. Lamentavelmente, há alguns alunos que não sabem ler e escrever, de um total de sete milhões de estudantes inscritos no Sistema Nacional de Educação (SNE).

Martinho Namburete, director da Escola Primária Completa Unidade 18, local onde foi lançado o projecto, louvou a iniciativa da UP e parceiros, tendo anotado que a falta de acesso ao livro é um dos problemas enfrentados diariamente naquele estabelecimento de ensino e ainda há muito que se fazer para melhorar a leitura.

A escola que o referido dirigente administra conta com 2.706 alunos assistidos por 67 docentes. Namburete apelou aos petizes para que se empenhem na leitura e escrita para que possam desenvolver as suas habilidades mentais.

Comentar


Código de segurança
Atualizar

Actualizado em Quinta, 03 Setembro 2015 08:27
 
Avaliação: / 2
FracoBom