Mais de 170 professores impossibilitados de leccionar por motivos de saúde em Nampula
CAMPUS - Soltas
Escrito por Luís Rodrigues  
Terça, 13 Outubro 2015 07:31
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Pelo menos 172 professores de diferentes níveis de ensino, de um universo de 28 mil existentes na província de Nampula, estão impossibilitados de trabalhar por padecerem de doenças crónicas associadas ao VIH/SIDA.

A informação foi tornada pública na segunda-feira (12) pelo secretário provincial do Sindicato Nacional dos Professores, André Janna, por ocasião dos 34 anos daquela agremiação sindical e da celebração do dia do decente. Jannadisse que a sua agremiação está preocupada com os índices de propagação do VIH/SIDA e de outras doenças consideradas oportunistas para quem padece da chamada pandemia do século. Neste contexto, nas escolas estão em curso campanhas educativas envolvendo os professores e outros funcionários do sector da Educação e Desenvolvimento Humano com vista à mudança de comportamento por parte dos docentes.

Em Nampula, de acordo com o nosso entrevistado, os pedagogos continuam preocupados com a morosidade na tramitação dos processos relativos à mudança de carreira, nomeações e progressões, não obstante os esforços que estão a ser empreendidos pelo Governo no sentido de inverter este cenário.

Outra inquietação prende-se com o número de professores que leccionam ao ar livre em 1.356 turmas, no meio de muitas dificuldades relacionadas, sobretudo, com a excessiva carga horária.

O director provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, Júlio Nhanumue, considera que alguns dos problemas que afligem aquela camada social tem os dias contados. O Executivo acaba de aprovar uma nova estratégia relacionada com a categorização do docente.

Em relação a outras inquietações, Nhanumue disse que a solução passa pela disponibilidade financeira.

Em Nampula, as celebrações do Dia do Professor, que este ano foi comemorado sob o lema “Unidos pela Profissionalização do Docente para uma Educação de Qualidade”, foram caracterizadas de várias actividades culturais e recreativas, as quais foram antecedidas pela habitual cerimónia de deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos.

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