Nas Nações Unidas Nyusi reclama mérito pela Paz em Moçambique e falseia políticas que tem implementado
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Escrito por Adérito Caldeira  
Quarta, 26 Setembro 2018 09:12
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Filipe Nyusi reclamou para si, nesta terça-feira (25), o mérito pela paz que se vive em Moçambique: “Neste momento há consenso de que de tudo o que foi feito no meu país, a paz foi um melhor feito que averbei como Presidente”. Na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas o Chefe de Estado ainda falseou as políticas que tem implementado afirmando que tem o seu Governo tem priorizado Agricultura, combatido a corrupção e tem “desenvolvido esforços para incrementar o acesso aos serviços básicos de Saúde, Educação, Água e Saneamento para toda a população”.

Discursando pela terceira vez numa Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que decorre na cidade norte-americana de Nova Iorque, o Presidente Nyusi disse que que o seu engajamento pessoal “no diálogo construtivo nacional permitiu avanços significativos rumo a resolução dos diferendos e a edificação de uma paz efectiva, duradoura e sustentável que propiciam o ambiente necessário ao reforço da Unidade Nacional, a reconciliação e a retoma da economia do nosso país”.

“Logo depois de me tornar Chefe de Estado moçambicano, em Janeiro de 2015, decidi empenhar-me pessoalmente na busca da paz para o meu país. Empenhei-me porque tanto o meu país como a própria humanidade eram alvo de conflitos trágicos que provavam que todas as guerras penalizam sempre os povos. Felizmente que há mais de dois anos que as armas calaram-se no meu país, graças ao diálogo directo que encetei com o agora falecido líder da Renamo”, declarou.

Na óptica do estadista moçambicano: “Neste momento há consenso de que tudo o que foi feito no meu país, a paz foi um melhor feito que averbei como Presidente. Como resultado do diálogo a nação moçambicana testemunhou em Julho desde ano a aprovação pela Assembleia da República da emenda pontual da Constituição da República e da revisão da Lei eleitoral, introduzindo instrumentos inovadores nos esforços da descentralização do país com vista a redução de conflitos pós eleitorais e aprofundamento da democracia. Estes passos firmes no diálogo político constituem um marco indelével na história multipartidária do país pois pretendemos realizar eleições Gerais sem nenhum partido armado, como aconteceu nos ciclos anteriores”.

Filipe Nyusi aproveitou a plenária da 73ª Assembleia Geral da ONU para pedir apoio para o processo de paz: “Não se ergue com a mesma facilidade o que se derrubou, por isso para se trabalhar sobre a paz, reconciliação e desenvolvimento apelamos para que mais assistência seja dada para a materialização do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração dos elementos armados e residuais que em breve terá início no país”.

Nyusi falseia políticas que tem implementado

Abordando os compromissos assumidos por Moçambique em relação aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável o Presidente Nyusi disse que o seu “Governo tem feito esforços enormes para que a implementação da sua agenda nacional crie mais oportunidades para os seus cidadãos e em particular as mulheres e os jovens, no quadro do dividendo demográfico da nossa sociedade”, quando na realidade dois dos sectores fundamentais para se atingir este desiderato, a Educação e a Saúde, tem recebido cada vez menos investimentos .

“Temos também desenvolvido esforços para incrementar o acesso aos serviços básicos de Saúde, Educação, Água e Saneamento para toda a população” falseou Chefe de Estado moçambicano que ainda faltou a verdade quando disse que o seu executivo tem priorizado a Agricultura na sua estratégia de desenvolvimento nacional.

Ainda na semana passada o @Verdade revelou que o Governo de Filipe Nyusi tem falhado as suas pouco ambiciosas metas de aumento da cobertura de água potável e saneamento do meio.

O @Verdade revelou tem sido cada vez mais efémero o investimento em novas escolas, que nunca foram suficiente para todas as crianças e jovens moçambicanos.

Investimentos reduzidos também estão a acontecer no sector da Saúde, entre 2016 e 2017 apenas foi construído um hospital rural no país, e o abismal rácio de médicos que era de 1 para 12.552 cidadãos agravou-se para 1 médico para cada 13.239 moçambicanos.

O estadista moçambicano relatou ainda sucessos das políticas e estratégia que garantiu estarem a surtir efeito no combate à corrupção: “adoptamos leis, políticas e estratégia para o combate cerrado a corrupção. Continuamos a fortalecer a capacidade institucional e humana para assegurar a aplicação das leis anti-corrupção bem como para sensibilizar os actores sociais e as instituições sobre os efeitos nefastos desse flagelo, respeitando sempre o princípio de separação de poderes instituídos”.

No entanto o maior caso de corrupção da história de Moçambique, relacionado com as dívidas ilegais, continua por esclarecer, condicionando não só o apoio dos Parceiros Ocidentais mas mantendo as portas dos mercados financeiros mundiais cerradas ao nosso país.

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Actualizado em Quarta, 26 Setembro 2018 09:37
 
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