Nyusi na Rússia para agradecer ajuda militar contra “Al Shabaab” e vitória eleitoral
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Escrito por Adérito Caldeira  
Segunda, 21 Outubro 2019 23:15
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Filipe Nyusi deixou a Cidade de Maputo para comparecer na primeira Cimeira Rússia - África, aparentemente indiferente a expressiva vitória nas Eleições Gerais. O Presidente da República deverá agradecer a Vladimir Putin pelas centenas de soldados que enviou a Moçambique para combaterem o “Al Shabaab”, concluir a negociação da dívida soberana com o VTB e pelo apoio na reeleição que Moscovo já saudou pela “execução bem-sucedida”.

Com o apoio do Papa, do Banco Mundial, dos Estados Unidos da América, da China, da Índia, da União Europeia, do Reino Unido, do Japão, do Brasil, da Àfrica do Sul, das petrolíferas e da Rússia o candidato presidencial do partido Frelimo tem assegurada a sua reeleição pelos “5 a 0” que pediu e por isso deixou Moçambique para tratar de negócios. Nyusi “participa de 22 a 24 de Outubro de 2019, na Federação Rússia, a convite do seu homólogo russo, Vladimir Putin, na primeira Cimeira Rússia – África, na cidade de Sochi, que vai decorrer sob o lema “Pela Paz, Segurança e Desenvolvimento”.

O Chefe de Estado deverá fechar a renegociação da dívida de 540 milhões de dólares norte-americanos contraída em 2014 pela empresa Mozambique Asset Managment junto do banco Vnesh Torg Bank(VTB) solidificando a porta de entrada russa no negocio securitário de protecção das petrolíferas que operam no Norte de Moçambique.

O Presidente de Moçambique deverá agradecer o apoio em equipamento militar de ultima geração e de quase de duas centenas de homens de origem russa que estão em Cabo Delgado a impulsionar o combate contra o “Al Shabaab”.

Além disso Nyusi deverá reverenciar a inestimável ajuda russa na sua reeleição cuja face visível foi a publicação de um sondagem em plena campanha eleitoral que, pela expressiva vitória projectada, foi motivo de troça nas redes sociais nacionais.

Ora os dados parciais que estão a ser tornados públicos pela Comissão Nacional de Eleições confirmar a sondagem do Centro Internacional Anti-crise da Rússia, o braço russo que influenciou a eleição de Donald Trunp, o Brexit e as eleições sul-africanas. Talvez por isso a diplomacia de Putin já tenha reconhecido a vitória de Filipe Nyusi.

“A 15 de Outubro em Moçambique ocorreram as eleições presidenciais, parlamentares e de governadores. Segundo a informação oficial preliminar da Comissão Nacional de Eleições, o líder do FRELIMO e o actual Chefe do Estado Filipe Jacinto Nyusi ganhou uma vitória esmagadora com mais de 70% dos eleitores terem votado a seu favor. Nas eleições parlamentares e de governadores os representantes do partido no poder também obtiveram a maioria dos votos”, pode-se ler num comunicado de imprensa da embaixada da Rússia.

O documento refere ainda que “cerca de 40000 observadores da União Africana, SADC, EU e ONGs não-governamentais moçambicanas estavam a monitorar o processo eleitoral. Não foram detetadas irregularidades graves. Moscovo saúda a execução bem-sucedida deste evento de importância singular para a política interna de Moçambique. Consideramos que foi dado um passo mais no caminho da sociedade moçambicana para a estabilidade política e desenvolvimento económico-social”.

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