CTA pede rápida investidura de Filipe Nyusi para acelerar aprovação do Plano Quinquenal do Governo e do Plano Económico e Social para 2020
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Escrito por Adérito Caldeira  
Quarta, 11 Dezembro 2019 22:15
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Foto de Adérito CaldeiraAinda sem o Conselho Constitucional proclamar os resultados das Eleições Gerais de 15 de Outubro último a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pediu nesta quarta-feira (12) a rápida investidura de Filipe Nyusi como Presidente da República para acelerar aprovação do Plano Quinquenal do Governo 2020-2024 e do Plano Económico e Social para 2020. “Estes instrumentos tem importância para o Sector Privado, ditam e preparam o empresário para as áreas em que deve investir, os concursos em que deve participar”, demandou Agostinho Vuma.

Brindando champanhe no mais luxuoso hotel de Moçambique o presidente da CTA começou por dizer que 2019 “foi um ano muito exigente para os negócios. Continua crítico o acesso ao financiamento e a confiança do mercado, impactando, assim, nas demonstrações financeiras das empresas”.

Agostinho Zacarias Vuma discorreu pelas iniciativas que disse terem sido obra da organização que dirige desde 2017 e clamou o mérito na negociação das dívidas que o Estado acumulou entre 2007 e 2017 com o empresários nacionais.

“Como já foi informado, o Grupo 1 de fornecedores, que é dívida validada e com visto do Tribunal Administrativo já foi paga e está em fases finais. Neste momento, os que serão pagos são os do Grupo 2, aqueles que têm dívida validada, mas que lhes falta o visto do tribunal administrativo. Este grupo, devidamente identificado pela CTA, abrange cerca de 3 mil empresas, maioritariamente pequenas e médias empresas. Continuaremos a desenvolver esforços para encontrar saídas para o Grupo 3, falando com as respectivas empresas”, prometeu.

O presidente da CTA declarou que “o Banco de Moçambique está a fazer um excelente trabalho” no entanto “Sobre o nível de taxas de juro, continuamos a defender que são elevadas e, portanto, proibitivas para financiar o pequeno e médio negócio mesmo quando a taxa de referência do banco central indica o contrário”.

“Analisado o processo de formação das taxas de juros verificou-se que um dos factores que influencia o nível actual das taxas de juro do mercado é o elevado risco de crédito... concentrado no Estado?? Neste âmbito, temos advogado pela implementação efectiva do sistema de informação de crédito alargado e que providencie as devidas classificações de risco, reduzindo deste modo a assimetria de informação”, sugeriu Vuma.

CTA demanda célere aprovação do Plano Quinquenal do Governo 2020-2024 e do Plano Económico e Social para 2020 “para reduzir as incertezas”

Agostinho Vuma perspectivou que 2020 será um ano “de forte recuperação da actividade económica e baixa inflação” contudo demandou a rápida investidura de Filipe Nyusi como Presidente da República para acelerar aprovação do Plano Quinquenal do Governo 2020-2024, do Plano Económico e Social para 2020 e do Orçamento de Estado do próximo ano.

Foto de Adérito Caldeira“Estes instrumentos tem importância para o Sector Privado ditam e preparam o empresário para as áreas em que deve investir, os concursos em que deve participar. O hábito, obviamente em anos normais, é que seja aprovado em Novembro ou Dezembro, neste caso com as recentes eleições está agendada a tomada de posse e só à seguir é que vão ser aprovados”, assinalou.

O líder do sector privado citadino declarou que o Governo tem no próximo ano “o desafio da disponibilização da massa financeira com alguma celeridade para permitir que haja fluidez na nossa vida”.

“Queremos encorajar que na primeira quinzena, apontada pelo Conselho Constitucional, se tome posse e se materialize a investidura para acelerar a aprovação destes importantes instrumentos que vão permitir o investimento interno. Queríamos aqui sublinhar a importância da aprovação o quanto mais cedo dos principais instrumentos normativos para reduzir as incertezas que possam incorrer do atraso da aprovação dos mesmos”, enfatizou Agostinho Vuma num evento onde o Governo não esteve representado.

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