Toma que te dou: Dzuwa
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 17 Julho 2014 11:14

Nunca a tinha visto em lugar algum. Parecia não se importar com nada, nem com a chuva que cai lentamente, molhando o asfalto cansado da canícula e do flagelo dos raios ultravioleta que fustigam a cidade de Tete sem parar. Vem a descer pela Avenida 24 de Julho em direcção aos tanques do FIPAG e eu estou recolhido na varanda da Pensão Alves à espera que a chuva abrande para prosseguir a minha caminhada para a casa onde moro. Olho para ela tentando descobrir detalhes num corpo que eu nunca tinha visto antes e, aquela silhueta, que entra em consonância com a chuva que vinha do céu para arrefecer os corpos. Era uma imagem espectacular por demais.

Actualizado em Quinta, 17 Julho 2014 12:24
 
Toma que te dou: Passou por mim e não disse nada
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 10 Julho 2014 13:11

As temperaturas são muito baixas para quem está habituado a viver debaixo de um estado de tempo que, em média, ronda os trinta graus Celcius. Faz um frio de enregelar e queimar os ossos até à medula. O sol está nas costas das nuvens, escondido, e impossibilitado de irradiar o seu esplendor. Não me parece que vá chover, embora a neblina se recuse a ser amistosa. Sopra uma brisa leve vinda do sul sobre o mar glauco. É maré cheia e toda esta baía que se estende suave torna-se uma almofada para o espírito.

Actualizado em Quinta, 10 Julho 2014 14:23
 
Toma que te dou: pensando no futebol
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 03 Julho 2014 14:30

- O que é que fazes por aqui?

- Porquê?

- Pareces triste!

- Estou a pensar na participação das selecções africanas que actuaram no Brasil.

- Pois é, aquilo foi uma grande frustração.

Actualizado em Quinta, 03 Julho 2014 20:52
 
Toma que te dou: Ainda somos irmãos
Escrito por Alexandre Chaúque   
Quinta, 26 Junho 2014 14:21

Fiquei a saber, depois de ele ter ido embora, que se chamava Solomoni. Falava no palanque como um arauto do próprio Jeová e, quando desceu, deu as costas aos que o escutavam e desapareceu como Jesus fez na sua ascensão, 40 dias depois da ressurreição. Era espectacularmente longilíneo, pernas ligeiramente arqueadas, e a cadência da marcha que imprimia dava a imagem de um homem determinado. Sublimou-se sem olhar para trás uma única vez, perante o espanto dos que, provavelmente, voltarão a vê-lo e ouvi-lo falar como trovão no estrado.

Actualizado em Quinta, 26 Junho 2014 14:50
 
Início Anterior 111 112 113 114 115 Seguinte Final

Pág. 111 de 115